domingo, 1 de novembro de 2026

 

Imagem gerada com IA

Por que Jesus escolheu a periferia?

“¹² Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galileia; ¹³ e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; ¹⁴ para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: ¹⁵ Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios! (Mateus 4. 12- 15).

 

Introdução:

Jesus viveu 33 anos nesta terra, sendo que a maioria desse tempo ele passou em Nazaré, onde viveu sua infância, adolescência e juventude. Sua ida a Jerusalém ocorria só mesmo nas festas tradicionais e em alguns momentos específicos do seu ministério. Fora isso, apareceu lá somente para ser crucificado e morto. Jerusalém definitivamente não era o lugar preferido do cidadão Jesus.

Esta é uma reflexão importante para nossos dias, acerca do fato de que Jesus cresceu, viveu e desenvolveu efetivamente seu ministério na periferia da vida judaica. A pergunta que se impõe aqui é: por que Jesus escolheu a periferia? Esta pergunta é respondida na obra de José Roberto Lima da Silva, cujo título é “Qual é o lugar da igreja evangélica na sociedade brasileira[1]?”. Hoje, nós vamos responder a esta pergunta aqui, neste texto: por que Jesus escolheu a periferia?

1- Por que ele preferiu viver fora das esferas do poder político e religioso

O primeiro ponto fundamental para entender o ministério de Cristo é compreender que Jesus preferiu viver fora da agitação política e religiosa de Jerusalém. Vemos isso claramente logo após o seu batismo, conforme narra Mateus 3:13: “Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.” Logo em seguida, sabendo que as pressões políticas haviam começado, segundo o relato de Mateus 4:12, vemos que “Jesus, porém, ouvindo que João estava preso, voltou para a Galileia”. Sua reação diante da crise não foi buscar o centro do poder judaico, mas retornar à província.

Percebemos nessa escolha, o desejo de não se vincular às escolas rabínicas já consagradas ou às seitas dos fariseus e saduceus. Esse posicionamento se torna ainda mais evidente à medida que ele vai se distanciando geograficamente de Jerusalém, estabelecendo sua base em Nazaré — situada a cerca de 150 km de distância — e em Cafarnaum, cerca de 50 km adiante, habitando na Galileia das nações.

Nesse movimento em direção às margens da sociedade da época, sua identidade judaica vai sendo diluída à medida que ele se aproxima mais e mais dos gentios, que eram vistos pela elite como a verdadeira ralé social e religiosa.

Isso posto, sabemos que esse distanciamento da tradição profética da Judeia custou-lhe caro, mas temos convicção que foi sua clara opção. Assim, Jesus não tinha o respaldo da religião judaica oficial e isso fica nítido quando ele finalmente entra na capital e a cidade inteira se alvoroça, conforme registrado em Mateus 21.10 -11: “E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este? E a multidão dizia: Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia.” Entretanto, Ele é tratado com desprezo pelas autoridades religiosas, conforme João 7. 52: “És tu também da Galileia? Examina, e verás que da Galileia nenhum profeta surgiu.”

 

2- Porque ele escolheu estar perto das pessoas marginalizadas e periféricas

O segundo aspecto crucial de sua trajetória é que há uma evidente empatia de Jesus para com as pessoas marginalizadas pela sociedade israelita. Se olharmos para os fundamentos daquela cultura, a tradição patriarcal de Israel era composta historicamente por pessoas de vocação agropastoril, e não de pescadores. Mesmo assim, segundo o texto de Mateus 4. 18-19, ele escolhe trabalhadores comuns dessa classe esquecida: “E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

Essa disposição de estar perto de pessoas de segunda e terceira categorias (na perspectiva sociocultural da Palestina) marcou sua trajetória ministerial. Jesus não se esquivou dos constrangimentos culturais e religiosos do seu tempo. Ele quebrou abertamente os preconceitos vigentes, conforme relata João 4:7-9, ao parar para conversar com uma estrangeira: “Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. (...) Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos).”

Com essas atitudes, fica evidente que Jesus estava à procura daqueles que foram abandonados pelo sistema sociorreligioso, e ele confrontou este modelo de forma muito corajosa. Um dos exemplos mais marcantes ocorre quando ele avista um cobrador de impostos odiado pela sociedade, conforme lemos em Lucas 19. 5-7: “E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.”

Por fim, Cristo não permitiu que os códigos culturais inevitáveis se tornassem uma barreira para a aproximação dos diferentes. Mesmo diante de diálogos culturalmente duros, como mostra o encontro em Mateus 15:26-28, Jesus fez questão de exaltar e acolher a fé de quem estava do lado de fora: “Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.”



[1] SILVA, José Roberto Limas da Silva. Qual é o lugar da igreja evangélica na sociedade brasileira: uma reflexão sobre o crescimento da igreja evangélica no Brasil. São Paulo: UICLAP, 2025.

Adquira o livro: Qual é o lugar da igreja evangélica na sociedade brasileira, no site da Amazon.com ou no site da UICLAP. 

 

 

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Hoje é o dia da Reforma Protestante! – MK Music 

POR QUE CRISTO É O FUNDAMENTO QUE MANTÉM TODOS OS SOLAS DA REFORMA PROTESTANTE?

 

Texto: I Coríntios 3.11

¹¹ Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.

Introdução:

O texto paulino deixa claro que não existe outro fundamento para a fé além de Jesus Cristo, que atua como o eixo orientador e o filtro interpretativo de toda a Escritura. Sendo Cristo o fundamento, ele é o primeiro Sola da Reforma Protestante. Os outros quatro Solas (Só a fé, só a graça, só a Escritura, só a glória de Deus) podem ser plenamente compreendidos somente a partir desse alicerce cristocêntrico.

Sabemos que o movimento teve, no campo eclesiástico, a intenção de romper com o governo da Igreja Católica Romana. Já no campo teológico/doutrinário, ele  questionou dogmas como as indulgências e a infalibilidade papal. Enquanto no campo político, foi oferecido aos principados europeus a oportunidade de se libertarem dos impostos papais. Entretanto, nossa reflexão aqui deixará esse panorama histórico em segundo plano para se deter estritamente aos aspectos bíblicos dessa centralidade de Cristo.

Investigaremos, portanto, os motivos pelos quais Cristo é o fundamento supremo que sustenta e valida todos os demais pilares da nossa fé.

I. Porque, como Filho eterno de Deus, ele é a Palavra de Deus (o verbo vivo) – Ap. 19. 13

O primeiro motivo reside no fato de que Jesus Cristo, como Filho eterno de Deus, é a própria Palavra divina em sua expressão viva. Em Apocalipse 19.13, lemos: “E estava vestido de uma veste tingida em sangue; e o nome pelo qual se chama é A Palavra de Deus.”

O Verbo que sempre existiu humanizou-se e materializou-se na história humana, conforme João 1.1 e 1.14 nos revelam: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [...] E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” Cristo, portanto, não é apenas um mensageiro, mas a própria mensagem encarnada.

Assim, como Palavra de Deus, o Filho é o agente da criação e o sustentador de tudo o que existe, um fato corroborado por Hebreus 1.1-3:

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas.

Mais do que criar, Cristo é a Palavra que organiza e estrutura o universo e todas as suas criaturas. Esse arranjo cósmico é evidenciado em Hebreus 11.3: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

O termo grego utilizado neste versículo para "formado" é katartizo, que denota o ato de ajustar, preparar, ordenar e estruturar perfeitamente todas as coisas. Se as Escrituras (Sola Scriptura) possuem autoridade, é porque elas testemunham Daquele que organizou o cosmos e se revelou na carne.

 

II. Porque a fé e a graça são viabilizadas por Cristo – Ele é o alvo da fé e a oferta da graça de Deus

Em segundo lugar, Cristo sustenta os demais pilares porque a fé (Sola Fide) e a graça (Sola Gratia) só se tornam viáveis por meio dEle; Ele é o alvo da nossa fé e a oferta concreta da graça de Deus.

Por isto, a fé bíblica é, fundamentalmente, de natureza pessoal: nós cremos em uma pessoa antes de crermos em uma afirmação doutrinária. A Palavra escrita funciona como o meio que gera o conhecimento, mas Cristo é o fim e o objetivo da nossa fé, como assevera João 3.36: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

Paralelamente, Cristo é a própria graça divina estendida e personificada aos homens. Só compreendemos a plenitude do favor imerecido de Deus porque olhamos para Jesus, através de quem somos justificados, como aponta Romanos 3.24: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.”

Diferentemente do contexto da Lei Mosaica, que funcionou como uma antessala da graça, temos em Jesus Cristo, a graça materializada e historicamente disponível, conforme atesta João 1.17: “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.”

 

III. Porque Jesus é a glória de Deus – Ele é a imagem gloriosa do pai.

Por fim, Cristo é o fundamento supremo porque Ele é a própria glória de Deus (Soli Deo Gloria), manifestando de forma visível e perfeita a imagem gloriosa do Pai. Se a glória divina pode ser compreendida como a manifestação de Sua presença, Jesus personifica essa presença santa entre os homens.

Consequentemente, o Pai só pode ser verdadeiramente conhecido, contemplado e adorado por intermédio do Filho. Quando os discípulos buscaram uma revelação visível de Deus, Jesus respondeu em João 14.9: “Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” Assim, quem contempla a Cristo contempla a glória do Pai, pois o Filho carrega em si a substância e o reflexo exato da divindade.

Retornando ao texto de Hebreus 1.3, o autor sagrado afirma que o Filho é “o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa”. Logo, toda a glória que pertence a Deus Pai está depositada e resplandece na face de Cristo Jesus, o Seu Filho eterno.

 

Conclusão

Considerando que, no ano de 2026, celebramos 509 anos da Reforma Protestante, vale a pena revisitar seus Solas e reafirmarmos nossa convicção no fundamento primeiro da nossa fé, Jesus Cristo. Não obstante, a relevância dos processos históricos e sociológicos trazidos pela Reforma Protestante, nos atemos especialmente no legado deixado para nossa fé em Jesus Cristo. Por fim, Ao celebrarmos o legado da Reforma Protestante, compreendemos que o seu verdadeiro valor não reside em homens, em revoluções geopolíticas ou em meras mudanças institucionais, mas na transformação do caráter do ser humano que conhece a pessoa de Cristo Jesus.

domingo, 25 de outubro de 2026

 

As Características da Geração Absalão

O culto da imagem não é uma experiência sociológica recente, pois a vaidade de ser considerada uma pessoa bonita, bela e extraordinária sempre rondou o coração do ser humano. Essa realidade ganha um rosto histórico nas páginas de 2 Samuel 14.25, que descreve um jovem formoso, forte e amplamente admirado pela sociedade israelita ao afirmar que “não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum”.

Quando estudamos a trajetória de Absalão, encontramos grande semelhança com o que acontece com a juventude e a sociedade de nossos dias. Para compreender essas semelhanças e discernir os paralelos entre aquela época e os dias atuais, a primeira coisa a ser feita é identificar as características fundamentais dessa "geração Absalão".

A primeira grande marca dessa geração é que as pessoas consideram a imagem muito mais importante do que a essência das coisas, agindo como se a embalagem fosse mais valiosa do que o próprio produto. Nos dias de hoje, a beleza física tornou-se a principal forma de validação social, fazendo com que a aparência exterior se sobreponha totalmente ao caráter.

Entrementes, o perigo desse estilo de vida fica evidente quando contrastamos a perfeição estética de Absalão com o seu interior corrompido, manifestado através da ordem para assassinar seu irmão, conforme 2 Samuel 13.28-29: “Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre do vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então o matareis; não temais: porque porventura não sou eu quem vo-lo ordenenado? Esforçai-vos, e sede valentes. E os moços de Absalão fizeram a Amnom como Absalão lhes havia ordenado. Então, todos os filhos do rei se levantaram, cada um montou seu mulo, e fugiram”.

Aqui fica evidente a contradição entre a aparência e o caráter de Absalão. Desta forma, na geração Absalão, a imagem é a primeira — e muitas vezes a única — coisa a ser observada, levando o mundo a julgar estritamente segundo o que vê por fora. Essa postura nos remete diretamente à dura denúncia de Jesus em Mateus 23.27-28 contra os religiosos de sua época: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade”.

Destarte, vivemos sob o impacto dessa busca incessante pelo exterior e, assim, na nossa pós-modernidade, as pessoas passaram a construir uma imagem fictícia, um "eu virtual", um personagem ou um mito que, com o tempo, passa a possuir o próprio indivíduo e a conduzir cegamente os seus atos.

Esse fenômeno assemelha-se ao relato de Atos 8.9-13 sobre Simão, o mago, que “praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior... Aderiam a ele porque havia muito os iludira”, mostrando o poder que a ilusão da imagem exerce sobre as mentes.

Essa profunda inversão de valores abre caminho para um outro aspecto crucial desse grupo.

Sendo assim, o segundo aspecto ou característica desta geração é que ela relativiza completamente os valores tradicionais. Neste sentido, Absalão, apesar de ser internamente um homem perverso, possuía um "bom papo", sendo dono de uma excelente oratória que escondia, com sucesso, o instinto assassino que carregava no peito.

Percebemos claramente este traço do seu caráter no texto de 2 Samuel 15.2-6, onde ele manipula diariamente seus concidadãos, senão vejamos: “Levantando-se pela manhã, parava à entrada da porta; e a todo homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si... e lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não tens quem te ouça da parte do rei... Ah! Quem me dera ser juiz na terra... Também, quando alguém se chegava para inclinar-se diante dele, ele estendia a mão, pegava-o e o beijava. Desta maneira fazia Absalão a todo o Israel... e, assim, ele furtava o coração dos homens de Israel”.

Não somente isso, mas a geração de Absalão não hesita em ressignificar e usar valores tradicionais, inclusive os religiosos, como ferramenta sociopolítica para alcançar seus objetivos egoístas. O próprio Absalão utilizou, de forma calculada, a crença de seu pai para abrir caminho até o trono, conforme registrado em 2 Samuel 15.7-9: “Ao cabo de quatro anos, disse Absalão ao rei: Deixa-me ir a Hebrom cumprir o voto que fiz ao Senhor. Porque, morando em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o Senhor me fizer tornar a Jerusalém, prestarei culto ao Senhor. Então, lhe disse o rei: Vai-te em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom”.

Essa geração, sendo completamente apaixonada pela própria projeção, revela um perfil megalomaníaco e narcisista que, mesmo sem possuir estrutura moral, deseja ardentemente governar e liderar os segmentos sociais e, até mesmo, uma nação, se for o caso.

Dessa forma, para consolidar essa ambição baseada no orgulho, Absalão não hesitou em contratar e manipular pessoas simplórias para apoiarem o seu projeto de poder, agindo exatamente como descreve 2 Samuel 15.10-11: “Enviou Absalão emissários secretos por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão é rei em Hebrom! De Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio”.

Por fim, precisamos acompanhar o comportamento desta geração com uma atenção maior, sobretudo para não nos inserirmos nela, como também necessitamos buscar competências e capacidades críticas para reagir a essa manipulação sutil que engana as mentes incautas e busca estabelecer suas marcas destrutivas na sociedade.