domingo, 15 de outubro de 2017

REFORMA PROTESTANTE




OS FUNDAMENTOS DA IGREJA – RELEMBRANDO OS SOLAS DA REFORMA.

TEXTO:  I CO. 3. 10 -12
Introdução: A fundação da igreja está firmada em que? O cristão está fundamentado em que? Na obra missionária, na finalidade social, ou em ser um pronto socorro espiritual? Hoje vamos pensar em quais são os fundamentos da igreja? A reforma protestante respondeu a esta pergunta, alistando cinco fundamentos: Sola Cristo, Sola Escritura, Sola Graça, Sola Fé, Sola Glória. Hoje vamos falar dos dois primeiros fundamentos.

1-    Fundamento 1 – Cristo, o Filho de Deus – I Co. 3. 10 – 12
·        A nossa fé não está firmada na instituição Igreja, mas na pessoa de Cristo – I Co. 3. 11;
·        A nossa fé está firmada na suficiência da pessoa de Cristo – Jo. 11. 25, 26;
·        A nossa fé no Filho de Deus é que nos garante a vida eterna – I Jo. 5. 11, 12;
·        Só Cristo nos revela o verdadeiro Deus – nenhuma tradição religiosa, nem uma experiência mística (Maomé, recebendo a mensagem do anjo Gabriel), nem uma revelação (Os Mórmons) – Hb.1.3–Jo. 10. 31.

2-    Fundamento 2 – As Escrituras Sagradas – 2 Tm. 3. 16
·        As Escrituras Sagradas são o registro confiável da parte de Deus – 2 Tm. 3. 16;
·        As Escrituras contêm as informações necessárias para conhecermos a pessoa de Jesus – Jo. 5. 39;
·        As Escrituras Sagradas são as palavras do próprio Deus para despertar a nossa fé – Rm. 10. 17;
·        As Escrituras Sagradas originais são infalíveis e inerrantes – Jo. 10. 35 e Jo. 17. 17 – o papa não é infalível, nem o bispo, nem o padre, nem o pastor. Todos eles são pecadores falíveis – Lc. 5. 8,II Tm.1. 15.


RELEMBRANDO OS SOLAS DA REFORMA- FUNDAMENTO TRÊS
Por que a glória é somente de Deus?
Textos:
Salmo 115. 1
1 Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.
Isaías 42:8 
Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura.
Isaías 45. 5, 6, 8
5 ¶ Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que não me conheces.
6  Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro.
8  Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro.

Introdução: A reforma protestante estabeleceu que a glória de Deus não pode ser compartilhada nem com anjos, nem com santos, nem com homens, nem com a igreja. Na idade média, a igreja católica havia assumido a condição de mediadora de salvação na terra, através dos sacramentos e das indulgências. A reforma vai reagir, gritando bem alto: Soli Deo Glória (glória, somente a Deus).

1-    Por que a criatura não pode assumir a glória que é do Criador.
·        Existem muitas criaturas, mas somente um criador – Isaías 45. 9 e Rm. 9. 20;
·        A criatura é frágil, sujeita e limitada, enquanto o criador é onipotente, ilimitado, eterno e soberano – Jo. 14. 1, 2; I Pd. .1 24;
·        A criatura não tem do que se gloriar, pois não possui glória própria. Tudo que existe de bom na criatura é reflexo do seu criador – duas ilustrações: a) Visita de Richard Dawkins – autor de “Deus um delírio”, onde crítica a fé dos cristãos, precisou da ajuda da semelhança de Deus (reportagem do G1 de São Paulo) - b) famoso filósofo Friederich Nietzche que propagou a ideia da morte de Deus na cultura ocidental, passou os últimos 11 anos (louco) no colo de sua mãe, fiel serva de Deus – frase de Nietzche[1] ;
·        O homem não deve se gabar daquilo que não possui, pois tudo que possui é cedido, emprestado – Jr. 9. 23, 24.

2-    Por que Deus não divide sua glória com ninguém – Is. 42.8
·        A sua condição de Deus o impede de admitir que qualquer criatura se coloque como concorrente – Isaías 45. 5, 6;
·        A idolatria de imagens de escultura é uma clara ofensa a Deus porque é uma tentativa de transferir parte de sua glória para os seres representados nas imagens (sejam homens, anjos ou demônios) – Isaías 42.8;
·        Qualquer criatura que se atreva a roubar a glória de Deus será destruída – Atos 12. 21 – 23 – Isaías 14. 12 – 15;
·        A glória de Deus está associada a sua posição de único Deus e responsável pelo destino do universo. Isto é intransferível e incompartilhável, portanto, toda glória pertence a Ele – Isaías 45. 8.



[1] “O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo.” – Frase de Nietzche.

domingo, 24 de setembro de 2017




REFORMA PROTESTANTE
1 -  CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Antecedentes históricos da reforma Protestante.
O cristianismo como religião começa na Judéia, na cidade de Jerusalém, sendo que a primeira igreja cristã é sediada em Jerusalém. O cristianismo só se espalha pelo mundo através das viagens missionárias do apóstolo Paulo, atingindo todo o império romano.
Devemos considerar que o mundo desta época é politicamente Romano e culturalmente Grego. Outra consideração importante é que somente a partir do ano ano 70 D. C, com a destruição de Jerusalém, a igreja cristã desloca seu eixo de influência para outras cidades, como Alexandria no Egito, Eféso na Ásia e Roma na Europa.
Durante os três primeiros séculos o cristianismo é considerado como religião fora da Lei, embora goze de alguns momentos de tranquilidade. Sendo que a perseguição efetiva do estado romano acontece de 285 D. C a 311, quando o estado legisla para prender os cristãos, queimar cópias das Escrituras e, em alguns casos, levá-los a pena capital. Somente a partir do edito de tolerância de Constantino – 313 o cristianismo adquire liberdade de culto. Ato contínuo, o cristianismo se torna então em seguida religião oficial do império – daí o termo católico (universal).
Com a institucionalização do cristianismo, a igreja preponderante que antes era grega, agora é romana, e em 382 a primeira bíblia em Latim é traduzida por Jerônimo, “a Vulgata Lectio” (Edição Popular). E durante mais de 1000 anos esta foi a única tradução adotada pelos católicos (até o século XV).
Não obstante, a destruição do Império Romano do Ocidente em 476 e a formação dos estados Europeus, a Vulgata continuou sendo a única tradução usada pela igreja cristã. É Importante anotar, também, que a igreja cristã (católica) sobrevive à destruição do Império Romano e se alia ao Santo Império Romano- germânico, agora fragmentado em diversos países (França (Francos), Itália (Lombardos), Anglos e os saxões (Inglaterra) etc.
Outro incidente histórico digno de nota é a separação da igreja grega (ortodoxa) da igreja romana, no século XI, rompendo com o governo do papa sobre ela. Em 1453 cai, também, o império romano do oriente se tornando uma possessão turca (a religião dominante passa a ser islâmica).
Chegando ao século XV, a religião cristã européia (catolicismo) é fortemente aliançada com o poder político. Ela não existe à margem do Estado, ela coroa reis, ela depõe reis, ela luta contra os reis. O governo não é independente, nem a ciência, nem as artes, nem a música, nem a literatura. A igreja domina sobre tudo e sobre todos.
Outro aspecto interessante, e que a religião é fortemente supersticiosa e os fiéis são dependentes da orientação dos eclesiásticos (clero). Não há liberdade de culto. A igreja determina no que o fiel deve crer. Nesta época, praticamente, não existem traduções bíblicas nas línguas pátrias, embora o latim se torne ultrapassado e a maioria da população do império tenha seus próprios dialetos. Neste estado de coisas, qualquer tentativa de traduzir a Bíblia era passível de excomunhão, taxação de herege e, não raro, de morte.

2- PRECUSSORES DA REFORMA PROTESTANTE
·                     Nos arredores da igreja:
Na verdade, desde o século III (primeira citação em 225 D. C) já temos notícias de grupos reformadores, como os Anabatistas, que tinham uma postura bastante radical em relação a sua crença, não admitindo o batistmo de crianças, nem a participação de cristãos na guerra. Também eram fervorosos defensores da verdade bíblica, não se sujeitando á religião institucional romana, nem ao papado. São considerados como um grupo que influenciou, fortemente, a Reforma Protestante.
Existia, também, outros grupos de cristãos descontentes com a ação da igreja romana como os Valdenses, que eram liderados por Pedro Valdo, que traduziu a bíblia para a linguagem popular no século XII, mas foi perseguido e excomungado. No século XIV Jhon Wiclif, na Inglatera, propôs uma volta ao cristianismo primitivo, e em 1320, traduziu a Bíblia para o inglês, tendo os seus escritos queimados e os seus restos mortais desenterrados e queimados, uma vez que já era falecido.

·         Fora da igreja:
No século XIV com a Renascença alguns paradigmas começaram a ser propostos e a religião dominante começa a ser questionada. Uma nova forma de ver a ver o mundo é inaugurada: o teocentrismo por antropocentrismo, estudo das obras clássicas, nova visão da arte e da ciência. Leonardo da Vinci (na música, arte, ciência, engenharia etc). Erasmo de Roterdã na visão humanista – traduziu o novo testamento grego dando origem para as modernas traduções.

·         Dentro da igreja Romana
Jhon Huss: Outro pré - reformador foi Jhon Huss (1369 – 1415), padre tcheco, que defendia o livre sacerdócio do crente e o acesso desimpedido às Escrituras, sem o filtro hermenêutico de Roma. Suas atitudes foram taxadas de rebeldia, foi excomungado em 1410 e queimado vivo em 1415, numa estaca.

Martim Lutero: Nascido em 1483 – monge agostiniano depois professor de teologia. Estudioso dedicado das escrituras e questionador do sistema religioso da época. Um reformador dos costumes da igreja. Seu grande questionamento foi as indulgências, sobretudo as indulgências exorbitantes para a construção da basílica de S. Pedro. Entretanto, seu maior conflito com a igreja católica foi com a doutrina da salvação pela fé e não meritória (Efésios 2. 8). As indulgências, na verdade, só afirmavam o caráter meritório da salvação. Este foi o motor da reforma Protestante:
Outras bandeiras da reforma:
·         O fiel deve ter seu próprio sacerdócio, ou seja, pode ler e estudar as escrituras livremente;
·         A Bíblia deve ser na língua do cristão;
·         A mediação pertence somente a Cristo;
·         A Bíblia é a autoridade máxima e não o papado;
·         A salvação é individual e não mediante a igreja.

3- REFORMA PROTESTANTE
A reforma é deflagrada com as 95 teses de Lutero em 1517, rejeitando vários dogmas romanos. Reforma esta que é confirmada pela não retratação de Lutero em 1521 reafirmando sua crença na Bíblia, sua negação da autoridade da tradição da Igreja, sendo por isto, excomungado da igreja católica. A partir daí Lutero é um fora-da-lei no império tendo sua vida em risco e, diante disto, com a cobertura do príncipe Frederico da Alemanha, exila – se no castelo wartburgo, onde faz a tradução da Bíblia para o alemão.
·         Desdobramento da Reforma:
Com a ausência de Lutero a Alemanha fervilha, a Suíça adere e mais tarde o Reino Unido (inglaterra, Escócia, Irlanda), Holanda, Hungria e Bélgica. Nesta fase da reforma, os países aderentes não conseguem estabelecer separação entre estado e igreja, trazendo grandes conflitos políticos na Alemanha e Suíça, principalmente. O mapa da Europa é redesenhado e Itália, Espanha, Portugal e depois França se posicionam em favor do catolicismo romano.
Além de Lutero, temos como principais reformadores: Zuinglio (Suiça), Jhon Knox (Escócia) e mais tarde João Calvino. As igrejas passam a ser chamadas de protestante, sendo chamada na Alemanha de Luterana; Na Suiça chama-se Presbiteriana ou Calvinista, Na inglaterra é Anglicana, depois surgem os Batistas e metodistas.

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como conclusão podemos afirmar que:
·         A reforma foi uma proposta cristã não uma proposta dos protestantes;
·         Os protestantes são consequência e não causa da reforma;
·         A reforma nasceu no coração piedoso daqueles que não concordavam com a forma da igreja caminhar;
·         Toda instituição humana carece de reformas e mudanças. A Bíblia está acima da instituição seja ela católica ou protestante;
·         A igreja precisa de reformadores de tempo em tempos;
·         A leitura da Bíblia opera a verdadeira reforma que todo ser humano precisa – 2 Tm. 3. 16;
·         Toda mudança global tem dimensões políticas, religiosas e sociológicas.
(Conteúdo adaptado de aula ministrada na UNIPAC pelo Pr. José Roberto Limas da Silva).


sábado, 5 de agosto de 2017



COMER OU PENSAR...
Analisando os últimos acontecimentos políticos de nosso país, especialmente as mudanças no texto da LDB (Lei de Diretrizes Básicas) da Educação, ficamos a perguntar se, de fato, está sendo proposto educação ou proletariação. Parece que se quisermos trabalhar, seremos alijados do pensar, ou seja, para trabalhar ninguém precisa pensar.  O desestímulo, para não dizer, vedação das disciplinas de Sociologia e Filosofia da grade do ensino médio, refletem esta ideia. As duas esferas de conhecimento (Sociologia e Filosofia) não são mais obrigatórias, como são Português e Matemática. E por quê? Os nossos líderes políticos não acham justo que o povo tenha comida e ainda receba educação.
Alguém dirá: - Ah isto é somente uma reforma educacional e nossos alunos estarão estudando! Indo á escola sim, mas sendo educados, com certeza não. A educação que só gera operários para produzir bens no mercado não é educação, mas “formatação”. A Sociologia é essencial para entendermos a luta de classes, as construções históricas da sociedade, os fatos sociais etc. Como alguém entenderá a vida coletiva sem conhecer a forma como funciona uma sociedade? E a Filosofia, que é a fundamentação epistemológica de toda ciência. Como produziremos educação, se tiramos o fundamento dela?

A frase de Jesus, registrada no evangelho de Mateus,“nem só de pão viverá o homem”, ganha imensa pertinência neste momento de nossa história. A classe política nacional acredita que nosso povo vive somente de pão. Fica parecendo que a finalidade máxima de um cidadão é ter um emprego, alcançando a bem aventurança de ter comida em sua mesa. Um emprego na fábrica ou no comércio tem sua validade, mas não é um fim em si mesmo, pois, afinal de contas, vivemos de outras coisas além do pão. 

Pr. José Roberto Limas da Silva

segunda-feira, 26 de junho de 2017

UNIDADE DA IGREJA



Por que não somos tão unidos como poderíamos ser? Diamantina – 11/06/17
João 17. 21
21 Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
Um em essência
I Co. 12. 19
19 E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
Um em qualidade, não em quantidade.
João 10. 30
30 Eu e o Pai somos um.
Um em essência
Introdução: Somos questionados, muitas vezes, quanto à falta de união e parcerias entre nós, cristãos protestantes. Os críticos têm razão? Será que não conseguimos andar em unidade? Será que possuímos uma unidade invisível? Será que sabemos o que é unidade? Uma coisa temos certeza: Não somos tão unidos quanto poderíamos ser. Mas por quê?

1-     Porque a unidade espiritual é baseada na essência, não na aparência- Jo. 17. 21 -
·        Pode ser que esteja nos faltando o entendimento sobre o que é unidade na essência – O parâmetro é como é a união do Pai com o Filho? Unidade de natureza, não de pessoas. O Filho é igual em natureza e diferente em personalidade – Jo. 10. 30;
·        A minha comunhão com meu irmão só é possível a partir de Cristo. É esta comunhão com Cristo que define minha relação com meu irmão. Se ela é íntima é realçado o que me une ao meu irmão, mas se ela é deficiente, é evidenciado o que me separa do meu irmão – porque eu só posso ser um com meu irmão em Cristo – Jo. 17. 21b. Se não tenho amigos na igreja, se não dou bem com a maioria é sinal claro que não tenho boas relações com o Cristo que está na vida de meu irmão;
·        A unidade é fruto da comunhão, não causa da comunhão. Podemos estar juntos e não sermos unidos, por nos faltar a comunhão (koinonos, partes comuns, parceria, sociedade, cumplicidade). É a comunhão que cimenta a união. At. 2.44;
·        A unidade não é uniformidade. Unidade fala de essência, uniformidade fala de forma e de aparência. Ser unido é ser íntegro, completo, uno, não fragmentado, não dividido. Unidade, também, não é unicidade;
·        A unidade é forjada no coração, através da comunhão, não somos capazes de fabricar unidade. Só a comunhão nos proporciona sentir o que Cristo sentia – Fp. 2. 5, 6 – sentimento de esvaziamento para gerar unidade com os irmãos.
2-    Porque não percebemos que a unidade espiritual não anula a diversidade individual – I Co. 12. 19.
·        A unidade espiritual é construída a partir da comunhão, onde descobrimos que não podemos ser iguais em pessoalidade – I Co. 12. 20 – somos, desesperadamente, diferentes uns dos outros;
·        Descobrimos que é inviável a ideia de uma unidade social na igreja (a igreja não pode ser um movimento social, como o MST, por exemplo), isto mataria a vida orgânica da igreja – onde estará o corpo se eu transformar todos os membros em um único membro – os arquétipo social do cristão ideal cai por terra – I Co. 12. 19;
·        A igreja é um organismo que vive da colaboração de cada membro. Ela precisa ser sistêmica, ou seja, que cada parte seja integrada e interagente com o meio (corpo). Conceito de Ecossistema: Comunidade de todos os seres vivos (biocenose) integrados e interagentes entre si e com o meio (Ecótopos)–1Co. 12. 25 – 27. Eu sou igreja, somente, quando estou com o outro;
·        A colaboração do cristão só será eficiente se suas individualidades (temperamento, dons, talentos e habilidades) forem percebidas, aceitas e integradas. A igreja que mata as individualidades se torna uma igreja bitolada, sectária, monolítica e indiferente à obra de Deus no seu entorno social – Atos 15. 4,5;

·        A religião que manipula e formata seus seguidores atrofia o corpo e empobrece o evangelho – Marcos 2. 18. O que é mais bonito? A floresta homogênea de Eucalipto, ou o bioma heterogêneo do cerrado (com sua diversidade de plantas, animais). O eucalipto com suas folhas bem delineadas, tronco reto e crescimento uniforme ou o pequi, o panã, o araçá, o murici com suas folhas rústicas, seus caules retorcidos e seu porte diferenciado?

Acesse a mensagem em> https://www.youtube.com/watch?v=LTVrlRgC4BE

segunda-feira, 5 de junho de 2017

MENSAGEM PARA A FAMÍLIA

Tema: Lar, lugar de segurança e felicidade.


TEXTO: RUTE 3. 1

1 Certo dia, Noemi, sua sogra, lhe disse: "Minha filha, tenho que procurar um lar seguro, para sua felicidade.”
1 ¶ Disse-lhe Noemi, sua sogra: Minha filha, não hei de eu buscar-te um lar, para que sejas feliz?

Introdução: Muitas famílias não são felizes. Muitos lares não são seguros. Muitas pessoas sofrem porque não tem um lar estável. Muitas famílias da Bíblia não tinham um lar feliz. Adão não teve um lar estável, Abraão não teve um lar estável, Jacó não teve um lar estável. Ter um lar estável, seguro e feliz é um privilégio. É possível ter um lar feliz? Maria e José tiveram um lar feliz, Isabel e Zacarias tiveram um lar feliz, Maria mão de João Marcos teve um lar feliz, Priscila e Áquila tiveram um lar feliz. A pergunta, então, é como ter um lar feliz e seguro?

Quais são as condições para se ter um lar feliz?

1- O lar feliz não é uma casualidade é uma construção
·         O lar feliz só pode ser construído por pessoas maduras – cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura e depois edifica sua casa (é preciso amadurecer para poder edificar uma casa sólida); Pv. 24. 27;
·         O lar feliz não é um acidente ou um resultado natural da vida. Ele é uma escolha, uma busca – Noemi não deixou que o acaso cuidasse da sua nora, mas se empenhou em buscar uma pessoa certa para sua nora – Rt. 3. 2;
·         O lar, sendo uma construção, precisa de bons construtores. O lar só é sólido se todos trabalharem com os mesmos objetivos – até o diabo trabalha em equipe para manter o seu reino e porque nós sentimo-nos livres para não colaborar com o sucesso de nossa família – Mt. 12. 25, 26;
·         Não basta querer um lar feliz é preciso investir esforços e recursos – Rt 3. 3 – 5 – banhe-se, perfume-se, vista uma roupa bonita e vai até onde está a bênção – Rute não se desanimou pelo primeiro fracasso na edificação de sua casa (o primeiro marido morreu), mas cumpriu a risca o que era necessário – Rt 3. 5.

2- O lar não é, necessariamente, um lugar físico, mas um lugar emocional
·         O lar feliz não precisa de casa bonita, de móveis de luxo, nem de grandes coisas. O lar feliz não é um lugar, mas um estado de alma – Pv. 15. 17;
·         O lar seguro é onde as dificuldades e carências não roubam a paz e a tranqüilidade – Jo. 16. 31
·         O lar seguro está construído sobre bases emocionais seguras. O amor é o fundamento do lar feliz – I Jo. 4. 18 – O amor é a base para a estabilidade e a felicidade de família – e o que é o amor: I Co. 13. 4 – 7 (paciência, bondade, humildade, justiça, sofrimento, fé, paciência e resiliência;

·         O lar feliz é aquele onde as pessoas são capazes de se amarem durante os momentos difíceis – Pv. 17. 17 – Os sofrimentos aperfeiçoam e solidificam o nosso lar (Rute teve luto, pobreza, privações), isto a amadureceu para construir um lar seguro e feliz. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

QUAIS SÃO AS VANTAGENS DE NÃO SERMOS APEGADOS À COISA ALGUMA?
Texto: 2 Rs. 7. 3. 4
3 ¶ Quatro homens leprosos estavam à entrada da porta, os quais disseram uns aos outros: Para que estaremos nós aqui sentados até morrermos?
4  Se dissermos: entremos na cidade, há fome na cidade, e morreremos lá; se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamos, pois, agora, e demos conosco no arraial dos siros; se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, tão-somente morreremos.
Texto: Lc. 14. 13
“ Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14:33 RA)
  
Introdução: Nascemos e somos educados para termos coisas. Criamos relações de apego com tudo que possuímos, desde o nosso velotrol até o primeiro carro. Compramos, registramos, emplacamos, ferramos, selamos, marcamos com nosso nome. As coisas passam ser extensões de nossa vida. Não conseguimos viver sem elas. Entretanto, a Bíblia ensina-nos a sermos desapegados de tudo e de todos. Ser desapegado não quer dizer ser indiferente ou não dar valor às coisas ou ás pessoas, mas simplesmente, não estar preso aquele objeto, pessoa ou circunstância. Este é o conceito que adotamos nesta mensagem... E vamos demonstrar quais são as vantagens de não sermos apegados a coisa alguma:

1ª Vantagem: Disposição para correr riscos
·        Eles eram leprosos, sem família, sem prestígio – não tinham nada para perder – o cristão, também,  não deve ter sua vida por preciosa demais, a ponto de rejeitar a cruz – Atos 20. 24;
·        Quem está preso às coisas não aceita os riscos que a vida ao lado de Cristo oferece – a doce aventura de seguir a Cristo – Mc. 10. 21, 22 – Este jovem não tinha uma aventura digna para contar aos seus netos;
·        Projetos ousados são bem-vindos para quem não tem nada a perder – entrar no arraial dos siros era perigoso, mas os leprosos arriscaram assim mesmo – para que ficar assentado vendo a vida escorrendo entre os dedos. Vamos fazer alguma coisa para Cristo enquanto podemos...
·        Nenhum risco é tão grande quanto a convicção de se estar fazendo a coisa certa – Eliseu largou tudo porque tinha convicção da missão – I Reis 19. 19 – 21 (bois, aparelhos, fazenda, tudo).

2ª Vantagem – Qualquer retorno se torna um lucro
·        Quando se abre mão de tudo, qualquer acréscimo é ganho – quem deixou casa, família, plantações receberá muitas vezes mais – Mc. 10. 29, 30 – basta o usufruto, não precisa a posse...
·        Os leprosos só tiveram êxito porque sabiam que não tinham nada a perder, portanto, qualquer coisa que chegasse seria ganho...; viver já seria um grande prêmio (comer, beber, sorrir, conversar, aprender, estas coisas não exigem posse). Os leprosos não precisavam possuir nada, precisavam, apenas, viver... v. 4;
·        Quem é desapegado não alimenta expectativas exageradas – Fp. 4. 12, 13 (honrado ou humilhado, fartura ou privação, tanto faz – Deus é suficiente para tudo, independente das circunstâncias);

·        Quem não tem apego às coisas, aprende viver além das coisas - Mt. 4. 4. Quem pensa assim, não deixa que a posse das coisas determine seu projeto de vida.

segunda-feira, 13 de março de 2017



TRÊS COISAS QUE TODO HOMEM PRECISA ACEITAR
Texto: Eclesiastes 3. 11
Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.

Introdução: Há determinadas coisas que precisam ser consideradas e aceitas em nossas vidas. Gastamos muito tempo, lutando com coisas que não vão mudar e que precisam ser, simplesmente, aceitas. Hoje, vamos falar de três coisas que todo homem e toda mulher precisam aceitar.

1ª- Que o homem precisa de fundamentos e limites definidos – Ec. 3. 11
·                   O homem não pode sobreviver psicológica e emocionalmente se não houver limites morais e éticos definidos – Salmos 11. 3;
·                   O homem precisa estar ciente que existem limites intransponíveis – tudo que era para ser criado já foi criado (Cl. 1. 16) – a física ensina que o princípio da conservação de energia (a taxa de energia do universo é estável) – como disse o francês Lavosier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Outro exemplo é a morte que é uma experiência obrigatória na vida do ser humano. Ela não pode ser vencida porque ela é, antes de tudo, espiritual – Deus disse: no dia que comerdes deste fruto (pecado), certamente, morrerás. A manifestação da morte na vida física é somente um aspecto da morte... A morte não é somente física e mental, mas sobretudo espiritual...
·                   Atualmente, não há nenhuma criação original no universo. Não existe nada de novo, tudo que é já foi ou será – Ec. 1. 9 – Estamos limitados pelo que Deus fez e pela forma como fez.

2ª- Que o homem foi criado e codificado para a eternidade – Ec. 3. 11b
·                   O homem nasce religioso no sentido histórico. Não há como negar que a origem do homem na terra passa pela compreensão mítica, simbólica e religiosa da vida. Esta propensão para o que é eterno se manifesta na história de várias formas. A própria busca científica pela imortalidade é um sinal claro deste desejo de viver;
·                   A eternidade não é, primeiramente, uma escolha do homem, mas uma escolha de Deus. I Tm. 2. 3, 4;
·                   Se o homem fosse um projeto temporário não faria sentido o sacrifício de Cristo. A eternidade é mais real do que a dispensação presente - 2 Pd. 3. 9. Deus é tolerante com o que acontece neste mundo porque ele trata o homem considerando que ele tem uma alma imortal.

3ª- Que a vida precisa de uma dose de mistério – Ec. 3. 11
·                   Nossa atual condição nos expõe à curiosidade e a busca de respostas. Isto faz parte da nossa caminhada. Achar que vamos dissecar a terra e o universo é uma grande vaidade. A maioria dos mistérios está no campo do sobrenatural e do transcendente. Um dos mistérios é descobrir quem e como o universo e a terra foram criados – Ec. 1. 13 – 15
·                   O mundo não pode ser concebido nem explicado, apenas, a partir da razão e da ética. Existem coisas que extrapolam a nossa condição físico/química e biológica. Existe um mundo espiritual, existem coisas invisíveis, existem coisas que estão além da nossa capacidade de compreender e explicar – 2Co. 12. 4;

·                   O desencantamento do mundo previsto por Max Weber e outros pensadores não se estabeleceu, porque o homem não se satisfaz com as coisas que o olho pode ver, ou o ouvido possa ouvir. I Co. 2. 9.