sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Devo Comemorar o Natal?

O NASCIMENTO DE JESUS CRISTO E O SENTIDO DO NATAL-


Textos: Lucas 2. 1 - 7

1 ¶ Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.

2 Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria.

3 Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.

4 José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi,

5 a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.

6 Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias,

7 e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.



Introdução:

A celebração do natal no dia 25 de dezembro é geral no mundo ocidental. A igreja cristã, sobretudo a católica, estabeleceu esta data desde o início do século IV.

A igreja do oriente, especialmente a ortodoxa (a igreja grega), comemorava no dia 06 de janeiro, assom como os primeiros pais do cristianismo comemoravam no século II.

Há muita discussão com relação a data do nascimento de Jesus, muitos não admitem que ele tenha nascido nesta época, mas que seria sim no mês de abril.

O certo é que não podemos afirmar que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro. Outrossim, a igreja católica em site da própria igreja deixa claro que o natal não é comemoração de uma data histórica, mas a comemoração de um fato histórico.

Diante de tudo isto, precisamos então dar a devida dimensão ao fato do nascimento de Jesus Cristo, por que a Bíblia afirma que estas são boas novas de grande alegria.


Vamos descobrir na Bíblia, então, o verdadeiro sentido do natal de Jesus.



1- Jesus nasceu onde os profetas disseram que devia nascer.

  • Jesus nasceu no dia e no local predeterminados por Deus – Mq. 5. 2 – Gl. 4. 5;

  • Jesus nasceu para atender ao calendário de Deus. Não importa a data que os homens fixarem, o mais importante é que ele nasceu, e nasceu no tempo (Pleroma) de Deus;

  • A data do nascimento não importa, pois Cristo, sendo Deus é eterno, não tem começo nem fim de dias; Ele nasceu como homem, mas já existia desde a eternidade como Deus;

  • A comemoração da data não garante louvor a Deus. Não é uma questão de tempo, mas uma questão de amor a Deus. A igreja não é obrigada a comemorar uma data que não foi estabelecida pela Bíblia para atender a uma demanda dos homens.



2- Jesus nasceu onde os homens não esperavam encontrá-lo.

  • Numa cidade humilde e sem valor político – Belém não tinha expressão política nem religiosa – Mq. 5. 2 – Jerusalém que era a capital política e religiosa;

  • Jesus nasceu e desde o seu nascimento não encontrou lugar para pousar. Foi rejeitado e desprezado pelos homens desde o seu nascimento – Lc. 2. 7;

  • Ele nasceu num estábulo, gruta, ou quarto de animais e foi deitado num cocho (manjedoura), por que o seu nascimento veio demonstrar o seu estilo de vida humilde e modesto;

  • O natal de boneco de gelo, de pinheirinhos enfeitados com luzes brilhantes, pernil assado, vinho, refrigerantes (para os crentes) não combina com a comemoração da data daquele que nasceu num estábulo e que passou a primeira noite deitado num cocho de animais;

  • E que dizer da troca de presentes, no dia do nascimento Jesus não recebeu nenhum. Recebeu – os depois na visita dos magos, mas Maria e José não retribuiram...


3- Jesus nasceu para trazer alegria para todos homens.

  • O natal de Jesus não é uma festa excludente. Não é uma festa para os ricos atenuarem sua consciência culpada, dando de esmola presentes para as instituições carentes- Deveriam fazer isto o ano todo, dividindo sua prosperidade com os mais pobres;

  • Jesus veio para todos. Mas o natal como é comemorado, e cujo deus é papai noel que presenteia os ricos com carros de controle remoto, com eletro-informáticos chiques e presenteia os pobres com carrinho plástico de R$ 1,99, não é o natal de Jesus;

  • A salvação que o natal do papai noel propõe é somente para os ricos, enquanto que os anjos disseram que eram boas novas de grande alegria para todo o povo (não só para ricos) – Lc. 2. 10;

  • Jesus nasceu pobre, num lugar pobre e em data incerta para se identificar com os pobres e excluidos, mas o natal como comemoramos deixa de fora os pobres e excluídos, sendo assim penso que melhor seria não comemorá-lo. Penso ainda, que Jesus não estaria disposto a comer peru ou pernil, tomar vinho ou tomar coca -cola na nossa festa de natal, mas preferiria passar a noite ao lado de uma família vizinha de um lixão. Penso que Ele se sentiria mais à vontade ali...



Conclusão: Mas se você quer de fato comemorar o natal, eu tenho a solução. Podemos comemorá-lo de uma maneira apropriada. Eis o que sugiro:

  • No dia que você quiser comemorar o natal. Você vai passar o dia em Jejum em memória ao ambiente em que Maria e José passaram a noite do nascimento. Ali não havia banquete, nem peru, nem comidas gostosas, nem vinho, nem refrigerante, nem doces. Neste dia então você não comerá nada disto...

  • Se você gosta de usar o seu 13º para comprar presentes nas festas de amigo oculto. Faça como os magos fizeram, levando presentes para Jesus. Então você dará uma oferta especial para Jesus, deixando uma oferta significativa para a obra missionária em vez de gastar com presentes;

  • Finalmente em vez de você reunir – se com amigos e familiares na sua casa diante da mesa farta, virá passar a noite em vigília na igreja, assim como os pastores estavam na noite do nascimento de Jesus. Pense nisto. Depois me diga se você quer comemorar o natal de Jesus?


Sendo assim, se nestes dias (24/25/12/2010) você quer reunir a família, fazer uma boa comida, alegrar se com seus amigos, saiba que não existe nada de errado nisto. Só não diga que você está comemorando o natal de Jesus Cristo. Amém?




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CHEGOU O DIA DA BÍBLIA

A BÍBLIA, UM LIVRO MUITO FALADO MAS POUCO CONHECIDO


TEXTO TEMÁTICO: 2 CR. 34. 14 – 28


14 ¶ Quando se tirava o dinheiro que se havia trazido à Casa do SENHOR, Hilquias, o sacerdote, achou o Livro da Lei do SENHOR, dada por intermédio de Moisés.

15 Então, disse Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do SENHOR.

16 Hilquias entregou o livro a Safã. Então, Safã levou o livro ao rei e lhe deu relatório, dizendo: Tudo quanto se encomendou a teus servos, eles o fazem.

17 Contaram o dinheiro que se achou na Casa do SENHOR e o entregaram nas mãos dos que dirigem a obra e dos que a executam.

18 Relatou mais o escrivão ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. Safã leu nele diante do rei.

19 Tendo o rei ouvido as palavras da lei, rasgou as suas vestes.


Introdução: É muito significativo que em tempos modernos tenhamos tantas cópias da Lei (Bíblias) em nossos lares. Também é significativo o fato de que pouquíssimos cristãos leiam esta lei regular, sistemática e reflexivamente. A Bíblia se tornou mais um livro na nossa estante, e eventualmente, “está perdida” no arcabouço da nossa militância religiosa.

Neste breve esboço, consideraremos a experiência de Israel nos dias de Josias, como uma parábola para os tempos pós – modernos.




1- O livro da Lei estava “perdido” na casa de Deus – 2 Cr. 34. 14

  • Os sacerdotes sequer sabiam onde estava o livro da Lei;

  • Os sacerdotes não liam, não meditavam, não ensinavam a Lei de Deus;

  • O livro estava na igreja, mas não estava nem na mente, nem no coração do povo;

  • O povo não conhecia o Deus da Bíblia – 2 Cr. 34. 21 – Também não conheciam a Bíblia de Deus -

  • O livro era falado mas não era usado no dia a dia do povo. Igualmente nos nossos dias, ouvimos sobre a Bíblia, mas não usamos ela como regra de fé e praxis.



2- O Contéudo do Livro era desconhecido pela maioria dos fiéis – 2 Cr. 34. 25.

  • O desconhecimento era tão grande que o primeiro mandamento do Livro estava sendo quebrado – 2 Cr. 34. 25;

  • A idolatria sempre aparece quando falta a palavra de Deus – Ap. 2. 20 – 23;

  • Quando há ignorância do contéudo do livro aparece os deuses estranhos, os personalismos e o culto ao indivíduo;

  • Os dominadores do povo de Deus sempre surgirão na ausência da palavra – 3 Jo. v. 10.



3- O Livro não era interpretado, nem ensinado –

  • O livro era, oralmente, citado nas reuniões religiosas, mas não se lhe lia, nem interpretava o seu contéudo. Ora se não era lido, não era entendido, não sendo entendido, como poderia haver interpretação?

  • A Bíblia não é um livro apenas para ser lido tecnicamente. Ele precisa de tempo para meditação, reflexão e interpretação – At. 8. 27 – 31;

  • O livro para a geração desta época, e quem sabe a nossa, se tornou apenas um símbolo da religião – 2 Cr. 34. 14;

  • Não havia mestres, nem ensinadores da palavra – 2 Rs. 23. 2

  • Os sacerdotes de Deus, sequer conheciam a vontade de Deus para o povo - 2 Cr. 34. 22 -



Conclusão: Uma igreja que não lê e nem interpreta a Bíblia é uma igreja imatura e sujeita às tentações e heresias. As igrejas mais maduras da Bíblia são as que liam e estudavam as escrituras. As igrejas de Éfeso (Atos 18 e 19) e de Filadélfia – (Ap. 3. 7 – 11) são um exemplo claro desta boa prática.


Feliz dia da Bíblia (12/12/2010) - Pr. José Roberto Limas da Silva

domingo, 14 de novembro de 2010

SÓ PARA OS APAIXONADOS .... PELA VIDA.

POR QUE AMAR?

I Co. 13. 4 – 8

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;” (1 Coríntios 13:4-8 RA).


Introdução: Amar alguém é um milagre; amar alguém diferente de você é um grande milagre; amar alguém por toda a vida é um maravilhoso milagre. Amar não sai de moda, amar nunca fica ultrapassado, amar nunca é indecente, nem imoral. Mas amar traz sofrimento, expectativas e até lágrimas. Se é assim, por que então amar?



1- Por que todo ser humano precisa viver um grande amor –1Co.13.1- 3

  • Só quando amamos sentimos a grandeza da natureza de Deus – o amor é um sentimento altruista e sacrificial – ele se realiza no bem estar do outro; não procura seus interesses...

  • Quando nos afastamos, rejeitamos ou desprezamos as pessoas fazemos algo bem humano. Separar, divorciar é muito fácil. Amar não é tarefa simples. As pessoas arrumam um caso de fim de semana e dizem que fizeram amor, que descobriram o grande amor de sua vida. Ninguém faz amor, a gente descobre o amor, a gente se entrega a um sentimento que Deus já criou e isto muitas vezes leva tempo –

  • O humano quando não conhece a experiência do amar não pode viver uma vida significativa. Só o amor é capaz de dimensionar o sentido da vida; 1 Co. 13. 1 – 3.

  • O amor abarca todas as nuances da vida – rir e chorar, ganhar e perder, nascer e morrer – I Co. 13. 7 e 8a.



2- Por que somente o amor é forte como a morte – Ct. 8. 6

  • As experiências mais fortes da vida são o amor e a morte. Somente o amor faz frente ao sentimento da perda;

  • Somente o amor não é destruído na morte – I Co. 13. 8 – por que a sepultura não escreve o capítulo final acerca do amor;

  • A morte é capaz de destruir o conhecimento, a ciência e as riquezas, mas não pode destruir o amor – 1Co. 13. 8b;

  • Porque somente o amor é capaz de tudo suportar, tudo sofrer, de esperar até o fim e continuar acreditando – I Co. 13. 7





3- Por que o amor não pode ser aprisionado, nem escravizado. Ct. 8. 7

  • O amor é indomável, ninguém pode domesticá-lo – Ct. 8. 7 – as águas não podem apagá-lo;

  • O amor é inegociável, não se vende no mercado, nem se compra no shopping do sexo – Ct. 8. 7;

  • O senso de justiça do amor é incorruptível. O verdadeiro amor não se prostitue, não se contamina, não se sujeita ao jogo de poder – ...se alguém oferecer bens será rejeitado...

  • O amor é livre e promove a liberdade daqueles que o experimentam – Jo. 3. 16



Conclusão: Amar é a primeira e a mais forte experiência da vida. O casamento é a experiência humana mais radical de demonstração deste amor. Casar é levar as últimas consequências a possibilidade de amar alguém.

domingo, 7 de novembro de 2010

MENSAGEM DA ESCOLA BÍBLICA

QUAL A HORA DE MUDAR UM PROJETO DE VIDA? GN. 31. 1 – 13


Então, ouvia Jacó os comentários dos filhos de Labão, que diziam: Jacó se apossou de tudo o que era de nosso pai; e do que era de nosso pai juntou ele toda esta riqueza. Jacó, por sua vez, reparou que o rosto de Labão não lhe era favorável, como anteriormente. E disse o SENHOR a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e eu serei contigo.” (Gênesis 31:1-3 RA)


Introdução:

Há momentos que queremos tomar uma nova direção, buscar um novo projeto de vida, descobrir alguma coisa que seja motivante, que nos devolva o entusiasmo de viver. Pode ser que o ambiente no qual estamos vivendo esteja desestimulante, enfadonho e desgastante.


Antes de tomar qualquer decisão precisamos analisar cuidadosamente as vozes que ecoam ao nosso redor e identificar aquelas que são instrumentos de Deus para nos apontar o caminho.


Neste processo de avaliar os elementos que nos apontarão uma direção segura não devemos ignorar as circunstâncias, nem as nossas relações sociais e a forma como elas estão se processando. Poderíamos perguntar por exemplo: Como as pessoas se sentem na nossa presença, que sentimento despertamos, que expectativa tem eles a nosso respeito, como reagem quando falamos ou damos nossa opinião? (Lc. 4. 28 – 30).


Devemos, também, termos a prudência de não deixar que as circunstâncias sejam determinantes nas nossas decisões. As circunstâncias são apenas indicativos que não devem ser ignorados mas que não podem ser super-estimados.


O certo é que nossas decisões devem vir como consequência do mover de Deus em nossa vida (I Rs. 19. 11 – 13), sobretudo como resposta a uma orientação objetiva de Deus para nossos projetos.


Definitivamente, não é sábio começar algo novo sem uma palavra firme e uma direção segura (Gn. 31. 13).



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

REFLEXÃO DO DIA

VENDO PARA DESCREVER, OUVINDO PARA ANUNCIAR.


Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte.” (Ezequiel 3:17 RA)

Somos tentados o tempo todo a externar o que pensamos, sentimos e achamos da vida. Nem sempre levamos em conta que nossas reflexões são leituras reduzidas de impressões de fatos, que não podemos perscrutar totalmente.

Quando falamos ou escrevemos, inevitavelmente, influenciamos. Pensando assim, deveríamos ser ponderados naquilo que verbalizamos e escrevemos. Não somente isto, a Bíblia recomenda que sejamos prontos para ouvir e tardios para falar (Tg.1. 19).

Exatamente nesta perspectiva é que que o texto supra-mencionado (Ez. 3. 17) nos convoca para uma postura de “Atalaia”.

O Atalaia é o sentinela que vigia a cidade enquanto os outros dormem em segurança. Ele sempre está postado na parte mais alta dos muros da cidade (as cidades antigas tinham muros), ele está estrategicamente posicionado.

O Atalaia é uma figura de linguagem (metáfora) empregada por Deus para demonstrar ao seu profeta (Ezequiel) a suprema urgência dele ter visão aguçada e ouvidos apurados.

O Atalaia da perícope é um modelo de comportamento inteligente que todos nós deveríamos ter. Simplificadamente o atalaia é aquele que ouve antes de anunciar. Ele é exortado a ouvir o que Deus tem a dizer, antes de fornecer sua interpretação.

Nossa auto-suficiência mata nossa eficiência. Seríamos muito mais produtivos se gastássemos nosso tempo aprendendo a ouvir o que Deus tem a dizer sobre a vida, sobre as pessoas e, principalmente, sobre nós.

O Atalaia é um indivíduo que precisa enxergar e ouvir muito bem, ele precisa divisar entre vultos e sombras e não deve expressar impressões temerárias, sob pena de causar preocupação e desespero na “população da cidade”.

Diante disto, somos desafiados por Deus a levar em conta algumas situações, antes de emitirmos nossas conclusões, senão vejamos:

Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jeremias 29:11 RA)

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:8-9 RA)

Fica evidente que nossa construção hermenêutica (interpretativa) será sempre parcial, limitada e pobre em face da complexidade da vida e da suprema grandeza de Deus.

Sendo assim, melhor é enxergar e ouvir na perspectiva de Deus, e somente depois, “tocar a nossa trombeta” de Atalaias de Deus.

Até a próxima! Pr. José Roberto - 20/10/2010.

Deixe seu comentário, ele é importante para mim!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mensagem de Domingo - 17/10/2010

QUANDO A MELHOR COISA A FAZER É DORMIR?

Texto: I Reis 19. 5, 6
“ Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come. Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.” (1 Reis 19:5-6 RA)


Introdução: Muitas vezes estamos a beira de um colapso físico e nervoso. Mesmo assim, não admitimos que precisamos dormir. Hoje vamos aprender que existem momentos que a melhor coisa a fazer é, simplesmente, dormir. Vejamos ...



I- Quando as coisas sairem totalmente diferente do que você planejou – I Rs. 18. 46 – 19. 1 – 3.
  • Tem momentos que é preciso apertar o botão de pausa;
  • Tem momentos que precisamos admitir que as coisas estão fora de nosso controle –
  • Tem momentos que a melhor coisa é fazer nada – deitar debaixo do Zimbro e deixar o resto com Deus;
  • Permitir – se chegar a conclusão que as forças acabaram – Elias estava no limite, precisa comer, beber e dormir – I Rs. 19. 6.


II – Quando seu corpo físico estiver esgotado – Mc. 4. 35 – 38
  • Quando o corpo não tiver mais forças para lutar é hora de descansar;
  • Quando a jornada estiver consumindo toda a sua força é hora de parar e descansar – I Sm. 30. 10;
  • Um corpo cansado e sonolento perde os reflexos e as habilidades, por isto devemos trabalhar seis dias e descansar pelo menos 1 dia . O descanso é bíbico – Gn. 2. 2, 3 (não precisa ser,necessariamente, o sábado, Shabat é descanso no original);
  • Há momentos que a única coisa que devemos fazer é oferecer ao nosso corpo, o descanso necessário – Jo. 4. 6 e 7.



III- Quando as realizações humanas perderem o sentido – I Rs. 19. 4
  • A falta de entusiasmo e de motivação para viver é um claro sinal de que você deve dar uma pausa e descansar;
  • Quando a alma se torna queixosa e intolerante é sinal de que o coração está cansado e precisa de repousar – Sl. 37. 7;
  • Quando tudo ficar marrom, quando as coisas perderem o brilho é hora de deitar no colo do Senhor Jesus e dormir – I Rs. 19. 5;
  • Quando a vontade de viver se acabar é tempo de buscar uma revelação nova de Deus para sua vida – I Rs. 19. 15 – 18.

Conclusão: Deus estava dizendo para Elias. Pode descansar e dormir que eu cuido de você. Não pense que seu trabalho foi inútil. Eu estou trabalhando o tempo todo. Você pensa que não valeu a pena, pois eu digo o que eu comecei eu vou terminar. Siga em frente e você vai ver...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Crônicas da Vida

A MINA ESTÁ VAZIA

“Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto (Mc. 16. 6).

A experiência da retirada dos mineiros da mina em que estavam soterrados nos faz lembrar a experiência do túmulo vazio. Quando as mulheres chegaram para perfumar o corpo de Cristo, foi lhes anunciado que o túmulo estava vazio (...Ele não está mais aqui...).

O túmulo vazio é o testemunho da ressurreição de Cristo.

O resgate dos mineiros chilenos nos faz lembrar também do fim dos tempos quando a terra dará os seus mortos (ressurreição dos homens).

Ontem (13/10/2010) a terra devolveu os corpos cansados cansados dos mineiros, com seus corações carentes e angustiados pela longa separação da família. Semelhante, naquele dia (na Ressurreição), todos os que morreram em Cristo se reuniram a sua família celestial para nunca mais se separarem.

As experiências terrenas reproduzem algumas nuances do reino espiritual, vejamos algumas semelhanças na experiência dos Mineiros Chilenos:

Eles estavam num ambiente de trevas (dentro da mina) – Igualmente o homem sem Cristo está perdido e em trevas (Rm. 3. 23);
Eles aguardavam um libertador, não lhes era possível sairem pelas suas próprias forças – Jesus é o libertador da raça humana, que não tem forças para vencer o pecado (Cl. 1. 13);
O resgate de cada chileno foi individual – A salvação do homem, também, é individual – Mc. 16. 16;
Os socorristas foram enviados para auxiliar no envio dos mineiros de volta a superfície da terra – Lembre-se que os anjos são os nossos socorristas enviados por Deus para ministrar em nosso favor (Hb. 1. 14);
O caminho de volta a superfície através da cápsula era apertadíssimo. O caminho de volta para Deus é estreito e apertado – (Mt. 7. 14);
Houve alegria profunda e intensa (em toda a terra) no resgate de cada mineiro chileno. No céu há regozijo e alegria quando um pecador se arrepende e volta-se para Deus – (Lc. 15. 17).

Sendo assim, a mina vazia é um recado urgente para cada morador do planeta no sentido de que a vida não deve ser vivida num ambiente de trevas, privado da liberdade e oprimido pela solidão.

Pois o homem é um ser planejado para a liberdade e a felicidade, mas sem Cristo ele é apenas um mineiro soterrado, envolto em trevas, infeliz e condenado a morte.

Entretanto, este não é o propósito de Deus para você, pois: “ Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1 RA)