segunda-feira, 28 de maio de 2012

MENSAGEM DA CRUZ


COMO POSSO CARREGAR A CRUZ?

 

 
TEXTO BÁSICO: LUCAS 23. 26

 
“ Quando o conduziram, pegaram num certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram a cruz sobre ele, para que a levasse após Jesus.” (Lucas 23:26 TB)

 
Introdução:

Um pouco de história: Simão era um africano, da região de Cirene, vizinha ao Egito, portanto, não era Judeu. Era um pai de família que tinha, dois filhos (Mc. 15. 21). Certamente era um trabalhador diarista que estava voltando do campo, cansado de uma jornada de trabalho, vestido de roupas surradas e não estava participando da grande festa da páscoa que estava em andamento.
Análise teológica: O cristão é aquele que carrega uma cruz (Mt. 16. 24). Cada cristão tem sua própria cruz, entretanto, nenhuma cruz é diferente da outra. Ela é individual na sua distribuição, mas igual na sua substância ou essência. A cruz existe e ela nos pertence, mas como carregá-la?

 
Tema: COMO POSSO CARREGAR A CRUZ?

1- ABRINDO MÃO DOS MEUS DIREITOS – At. 8. 33;
  • Trabalhando quando muitos estão descansando – Simão estava trabalhando quando muitos judeus estavam festejando – I Co. 9. 6 – 12;
  • Sacrificando seu conforto para que outros sejam poupados – Is. 53. 5 – muitos que estão do nosso lado estão distraídos ...;
  • Assumindo tarefas que outros se negaram a cumprir – quem deveria se dispor a carregar aquela cruz era um dos irmãos judeus, mas eles não se submeteriam a humilhação da cruz – I Co. 1. 23 -
  • Não se valendo dos seus direitos para que o plano de Deus se cumpra em sua vida – Fp. 2. 5, 6.

2- IDENTIFICANDO – ME COM A MENSAGEM DA CRUZ
  •  A primeira mensagem da cruz era desprezo, morte e maldição – Para o judeu aquele que fosse ao madeiro não teria salvação, era amaldiçoado por Deus - Gl. 3. 13 – a cruz era uma sentença romana sobre cidadãos não romanos;
  • Não é possível carregar a cruz sem se identificar com o dono da cruz – Mt. 26. 73 – a cruz não era de Simão Cireneu, mas de Jesus Cristo;
  • Simão, Cireneu, identificou-se com a mensagem de morte – ele foi visto com a mesma cruz que Jesus carregou... isto é identificação... a cruz de Cristo foi vista na vida dele.
  • Ele, Simão, não foi apenas uma testemunha da crucificação, ele recebeu uma mensagem na forma de uma cruz. A cruz tem uma mensagem para você – I Co. 2. 1, 2.

 
3- ASSUMINDO A CRUZ COMO SE ELA FOSSE SUA
  • Simão tomou a cruz para si, ele era responsável pela condução daquela cruz – Cl. 1. 24*;
  • Não basta olhar para a cruz admirado, é preciso morrer nela juntamente com Cristo – Gl. 2. 19, 20 – Rm. 6. 6;
  • A cruz do cristianismo romano se tornou um símbolo, mas para nós, é mais do que isto, ela é uma filosofia de vida.
  • Na cruz encontra -se a morte e a vida. Primeiro a cruz mata, depois ela nos dá vida plena e eterna – Rm. 6. 5
  • Somente na cruz eu assumo a minha fé de maneira bíblica -

quarta-feira, 23 de maio de 2012

PRIMEIRA AULA

INTRODUÇÃO AO GREGO DO NOVO TESTAMENTO
(figura: www.picasa.com.br)



POR QUE ESTUDAR A LÍNGUA GREGA?
Estudar esta língua é o mínimo que podemos fazer para entender, no nascedouro, a revelação que Deus dá de sua natureza, caráter e propósitos.
Nesta perspectiva é que apresentamos aos caros alunos deste módulo a importância de se estudar o grego. Nutrimos a expectativa de que os estudantes de teologia possam entender que o aprendizado da língua não é opcional, mas sim essencial para a boa ortodoxia.

Estaremos neste módulo apresentando a parte introdutória desta matéria, salientando a importância de se conhecer e memorizar o alfabeto, em seguida estaremos lendo, transliterando alguns vocábulos e, se possível, estudando as regras de acentuação e pontuação.

RAZÕES PRIMÁRIAS - HELENIZAÇÃO
Quando Alexandre Magno resolveu levar a cultura grega às terras conquistadas pela Grécia (Helenização), não podia imaginar que esta influência pudesse subsistir por tanto tempo. Passados mais de 2300 anos, a cultura grega, sobretudo a língua grega continua deixando suas marcas no oriente e no ocidente.

A LÍNGUA – ÍCONE DA CULTURA
Não obstante, esta influência na arte, na literatura, nos esportes etc, há um fator de maior significado que é o fato do Novo Testamento ter sido escrito na Língua Grega Popular (Koiné).

À medida que os domínios gregos eram alargados e a cultura levada pelos mestres gregos, outro fenômeno mais importante e mais determinante para o futuro da humanidade estava a caminho, que era a preparação para a vinda do Cristo.

A LÍNGUA GREGA NO RELÓGIO DE DEUS

Paulo registra este fato na seguinte perspectiva: Vindo porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a lei (Gl. 4. 4). A plenitude dos tempos aconteceu dentro de um contexto mundial em que a língua falada era o grego, e foi esta língua que Deus usou para registrar a maior revelação que Ele deu ao mundo acerca de si mesmo. Não podemos ignorar o fato de que esta é uma língua escolhida por Deus para se revelar.

HISTÓRIA DA LÍNGUA GREGA -
(O texto em azul (abaixo) é extraído e adaptado do livro NOÇÕES DO GREGO BÍBLICO de Lourenço Stélio Rega, Edições VidaNova.)
INTRODUÇÃO: A história da língua grega tem como ponto de partida, mais ou menos 1500 A.C., antes deste período, a história desta língua é indefinida. Os estudiosos Danna e mantey dividem o desenvolvimento da língua grega em cinco períodos:

1- Período formativo: Abrange o período de 1500 a. C., até cerca de 900 a.C., época de Homero.

2- O período clássico: Abrange o período de 900 a.C. até cerca de 330 a.C., época das conquistas Alexandrinas.

3- Período Koinê - Abrange o período de 330 a.C. , até cerca de 330 d.C. Neste período, a língua grega se tornou universal, devido a extensa colonização, grande união política e comercial das diversas tribos gregas, o intercâmbio religioso entre as tribos gregas e as famosas conquistas alexandrinas. Este grego é o que foi utilizado para a composição do novo testamento. A língua Koinê era uma simplificação do grego clássico (ático), também chamada de Helenístico, Koinê, significa dialeto comum.

4- Período Bizantino - Abrange o período de 330 d.C. até 1453 d.C. Neste período ocorre a divisão do império romano.

5- Período moderno - Vem desde 1453 d.C. até os nossos dias, sendo que este grego, tem certa semelhança ao Koinê.

O GREGO DO NOVO TESTAMENTO
O grego do Novo Testamento não é uma espécie de “idioma santo”. Como já vimos, é o grego koinê, a língua universal falada pelo povo daquela época. Embora o idioma utilizado para a composição do Novo Testamento fosse o grego, temos de lembrar que Deus utilizou escritores judeus (exceto Lucas) que utilizaram o idioma grego dentro de seu estilo (hebraico), impregnando - lhe seus traços característicos. Sem contar a influência que o Grego Koinê também estava sofrendo do latim que se propagava pelo império romano.

FONTES DE INFLUÊNCIA DO GREGO DO NOVO TESTAMENTO
Há ainda no grego do Novo Testamento palavras próprias provenientes do Antigo Testamento, da vida religiosa judaica, da vida e teologia da igreja cristã da igreja cristã primitiva e até da civilização secular daquela época.Enfim, Deus utilizou um idioma riquíssimo, como veremos no decorrer do estudo deste curso.

Que Deus nos abençoe nesta empreitada santa, que é a de conhecer a Palavra de Deus na sua língua original.


terça-feira, 15 de maio de 2012

QUAL O CAMINHO DO SUCESSO PARA A MULHER DO SÉCULO XXI?

Introdução: Alcançar resultados, conquistar espaços podem ser uma grande bênção e sinal de grande sucesso, entretanto, como alcançamos este sucesso determinará nossa felicidade ou nossa infelicidade. A mulher do século XXI está alcançando o topo da escala social e precisa perguntar se está no caminho da felicidade ou não.

Texto: Juízes 4. 4, 5
4 ¶ E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo.
5 E habitava debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo. ARC
I- Apresentando - se com iniciativa – Jz. 4. 4
  1. É preciso saber ocupar o lugar certo no tempo certo – Débora estava na posição certa, quando muitos não percebiam a gravidade da situação de pecado da nação – 20 anos de opressão – Jz. 4. 1;
  2. É ser dispor diante de Deus e diante dos homens – Débora era profeta e juíza em tempos de escassez de líderes. É fácil ser líder quando não se tem uma missão urgente e perigosa – v. Jz. 4. 4
  3. É se posicionar de maneira estratégica, não buscando publicidade, mas ocupando regiões áridas e brechas sociais importantes - Jz. 4. 5 – Betel e Ramá eram capitais religiosas – havia carência de relacionamento com Deus;
  4. É ser porta-voz de Deus, quando ninguém se arrisca a falar em nome de Jeová.   
2- Respeitando as relações de autoridade – Jz. 4. 4, 6
  1. Ela não tomou para si uma responsabilidade que não lhe cabia – ir para a guerra. A breve descrição de Débora é: Débora, mulher, profetiza, mulher de Lapidote – v. J. 4. 4;
  2. A mulher que terá sucesso não abre mão da proteção das autoridades constituidas por Deus – antes de ser uma juíza, ela era a mulher de Lapidote – Jz. 4. 4;
  3. É necessário conciliar autoridade espiritual com submissão – Jz. 4. 4 – esta é a grande encruzilhada da mulher. Atingir o sucesso sem desprezar a figura masculina... a serpente faz uma nova proposta: porque no dia em que comer o fruto do poder você será semelhante ao homem...
  4. A mulher precisa alcançar outros papéis sociais sem destruir as suas bases emocionais e espirituais – Jz. 5. 7 – a mulher é biológica e emocionalmente mãe – o homem não pode ser mãe só porque adotou uma criança ou porque cruzou o seu espermatozóide com um óvulo no laboratório.
3- Agindo com fé e coragem diante dos novos desafios – Jz. 4. 9b
  1. As mulheres asumiram novos desafios e agora não há como recuar – Débora não recuou;
  2. Ela creu nas promessas de Deus e agiu diante de uma crise na fé dos machos. Jz. 4. 1;
  3. Ela se dispôs a correr riscos e não teve medo de fracassar – Jz. 4. 10;
  4. A mulher de sucesso no século XXI precisará ousar e correr riscos que, até então, só pertenciam aos homens – Jz. 5. 12.

terça-feira, 17 de abril de 2012


MENSAGEM DE DOMINGO À NOITE - 15/04/2012

TEXTO BÁSICO: LC. 15. 11 - 13
11 ¶ Continuou: Certo homem tinha dois filhos;
12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.
13 Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.

TRÊS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS NA VIDA DO INCONSTANTE

Introdução: O observador mais desatento poderá dizer que uma pessoa inquieta, inconstante, que está sempre começando algo novo é um modelo a ser imitado. Pessoas que não se firmam em coisa alguma, que estão sempre mudando de relacionamento, de profissão, de domicílio, de crença parece ser um padrão de comportamento pós moderno. Nada é definitivo, nada é duradouro, nada é permanente, nada é absoluto. Entretanto, a Bíblia apresenta outra perspectiva para este comportamento. Hoje falaremos das consequências negativas na vida da pessoa inconstante.

1- Está sempre saindo do ambiente familiar – Lc. 15. 11, 12
  • A casa do pai era o ambiente que lhe oferecia segurança e proteção e este foi rejeitado – v. 12;
  • Existem pessoas que estão sempre inquietas e mal resolvidas na casa do pai – II Tm. 4. 3, 4;
  • Sentem – se atraídas por qualquer coisa que esteja fora do seu ambiente. O que é diferente e novo sempre despertando curiosidade e inquietação – I Tm. 5. 11 – 13;
  • Não conseguem construir uma história na casa do pai. Estão sempre abrindo mão de relacionamentos familiares que possuiam – Gn. 38. 1 – 10.

2- Está sempre se distanciando da bênção – v. 13a
  • Estar numa terra distante significava estar longe da presença do pai. Era uma experiência nova, instigadora e atraente mas não tinha a bênção do Pai;
  • A terra estrangeira e distante é o ambiente onde nos distanciamos dos planos de Deus e vamos seguir os nossos próprios caminhos – Jr. 17. 5, 6;
  • Quanto mais longe da casa do pai mais desprotegidos estamos. Língua diferente, hábitos diferentes, valores diferentes, experiências estranhas, perigos diferentes – Jn. 1. 1 – 4;
  • A terra distante significa o lugar que Deus não tem compromisso de nos abençoar – Gn. 12. 10; Gn. 26. 2.

3- Está sempre perdendo o que conquistou – v. 13b
  • O incostante é aquela pessoa que está sempre se desfazendo do que ganhou anteriormente – dissipou todos os seus bens;
  • Esta pessoa não consegue uma sequência, não acumula bens e resultados positivos. Está sempre abrindo mão do que ganhou ontem – Ap. 3. 11;
  • Mais importante do que conquistar coisas novas é conservar o que já recebemos – Cl. 2. 6;
  • A vontade de experimentar coisas novas pode ser uma armadilha para a destruição das coisas que Deus já nos deu – I Jo. 1. 8.

Conclusão: A vida cristã é preciosa demais para vivermos sem reflexão e vigilância. A Bíblia diz que devemos vigiar e orar. Não devemos sair da posição que Deus nos deu. Observe suas motivações e seus planos. Será que o diabo não está seduzindo você a sair da casa do Pai? Vamos orar juntos?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

MENSAGEM ESPECIAL


O TEMPO DO DESCANSO
TEXTO: ÊXODO 23. 12 "Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro."


Um tempo para descansar parece ser essencial para o desenvolvimento da vida. Abrir mão de atividades, afazeres e projetos. Um momento que a vida nos absorve e não tentamos domá-la pela força.

O descanso, de certa maneira soa como um prêmio pela conclusão de uma missão. Este sentimento de que concluímos algo é muito confortador e gera descanso (2 tm. 4. 7).

A missão concluída nos catatulpa para uma região de descanso (Hb. 4. 4). Este descanso funciona como um reverso do ativismo empreendido na missão. Havendo de se tomar o cuidado para não usar o descanso como o começo de uma nova atividade.

Outra reflexão que fazemos sobre o tempo do descanso é que ele fecha um ciclo que não se repete mais. Quando analisamos a obra da criação, percebemos que Deus ao encerrar a sua criação, descansa. Em suma, a idéia é de que um ciclo está concluído e que, tal como foi desenvolvido, jamais se repetirá ( ou seja, a obra da criação não se repetirá nos mesmos moldes - Gn. 2. 1, 2).

Ainda considerando a irrepetibilidade do ciclo, chega-se a conclusão que no tempo do descanso não há espaços para retoques. Nesta fase há um cessamento de esforços, no sentido de reparar erros ou purgar culpas. O descanso cessará a partir do momento que qualquer ativismo mental ou físico por provocado. A lição a ser aprendida é: o dia (ou ciclo ) que passou não poderá ser melhorado ou piorado (Mt. 6. 34).

A última reflexão a ser feita, dentro da proposta adotada é que o o tempo do descanso funciona como uma ante-sala para uma nova missão. Observe que é ante sala, não uma "sala de espera" para a próxima missão. O tempo do descanso é uma fase essencial para recompor as forças físicas, ajustar as emoções.

É o tempo de inserirmos no descanso todas as esferas da vida (bois, jumentos, servos e forasteiros - Ex. 23. 12) e deixarmos nosso corpo, alma e espírito em absoluto repouso.

Um abraço e bom descanso!  

Pr. José Roberto - 20 de fevereiro de 2012.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MENSAGEM DE DOMINGO

AS TRÊS DIMENSÕES DA VIDA 



Introdução: Todos nós tateamos pela vida, buscando um equilíbrio entre a dimensão espiritual e a física. Alguns buscam uma espiritualidade de negação do corpo, de opressão da alma e de valorização do espírito. Outros vivem em função das experiências corporais, privilegiam a matéria e ignoram as coisas espirituais. Outros são artistas da vida que dão ênfase aos sentimentos, as emoções, as experiências ligadas a psiquê. Tudo isto nos fragmenta e nos separa do projeto ideal de vida. Deus idealizou uma vida integral e  abundante. Vida completa e significativa. Mas como vivermos uma vida equilibrada, justa e consagrada a Deus tanto no corpo, como na alma e espírito?

TEXTO TEMÁTICO: I TS. 5. 23
23 ¶ Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a ele. E que ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo (NTLH).

23 ¶ O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (ARA).

Palavra em destaque: Holokleros: íntegros, perfeitos, sem mancha.
 

1- A DIMENSÃO ESTÉTICA – Gn. 1. 31

Deus é o criador da dimensão estética. Ele a criou e considerou extremamente bonita e significativa – I Tm. 4. 1;

O estético é o mundo da sensoriedade. São os sentidos corporais que nos colocam em contato com o mundo. Eles são essenciais para nossa sobrevivência e felicidade – Mt. 13. 16;

A Dimensão estética nos coloca em contato com o belo, com a criação de Deus. A dimensão estética traz a revelação de Deus no nível mais elementar – Rm 1. 20;

A dimensão estética é a dimensão do físico e do corpo. Deus espera ser glorificado através de uma vida que sabe usar o corpo – I Co. 6. 20, I Co. 10. 31. O culto só se torna visível através do meu corpo, de tal modo que, se anularmos nosso corpo, matamos parte do nosso culto a Deus – Rm. 12. 1.


2- A DIMENSÃO EMOCIONAL – Mt. 22. 37

A dimensão emocional é a dimensão da alma. É o mundo do sentir e do pensar. A alma é o elo de ligação entre o corpo e o espírito – Mt. 16. 26;

Deus idealizou o homem para sentir, pensar, imaginar, idealizar, sonhar, planejar, enfim teorizar a vida. Fp. 4. 8;

Deus espera que esta dimensão da nossa vida seja usada para o louvor de sua glória. A alma é o terreno onde a vontade, os desejos e as paixões nascem. Nela fazemos poesia, compomos música, tomamos decisões, desejamos coisas, inventamos objetos, escolhemos a vida que vamos viver – Mt. 22. 37;

Jesus libertou nossa alma do cativeiro do pecado para que possamos expressar nossa devoção a Deus com nossos pensamentos, nossas idéias, nossas emoções, nossa inteligência – Fp. 2. 2.

3- A DIMENSÃO ESPIRITUAL – Jo. 4. 23, 24

A dimensão espiritual é o mundo da adoração e do sobrenatural. Este é o mundo que transcende o mundo da matéria. Ele não é regido por limitações físicas ou psíquicas – Ap. 4. 1, 2;

O acesso a este mundo não é pelos sentidos corporais ou por procedimentos psicológicos (imaginação, visualização, pensamento positivo etc). O acesso é pela fé – Hb. 11. 1 – 3;

É o mundo que não pode ser contido nem retido pela matéria – Lc. 17. 20, 21;

Deus idealizou esta dimensão e nos aparelhou para operarmos nesta esfera – I Co. 12. 7 – 11;

O homem precisa se entregar a Deus para usufruir desta dimensão (Rm. 8 14). Quem quer ter experiências espirituais sem a direção de Deus se tornará presa de Satanás e seus demônios – Ap. 2. 20, 21.

Conclusão: Não devemos ignorar nenhuma das dimensões da vida. Deus as criou e determinou que elas fossem usadas para nosso bem estar e serviço a Ele. Viva uma vida integral, considere todas as áreas de sua vida e não permita que o pecado contamine seu corpo, sua alma e seu espírito. Seja feliz e glorifique a Deus! – I Ts. 5. 23.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mensagem de Domingo

POR QUE TANTA INVERSÃO DE VALORES?

Introdução: Não conseguimos entender por que onde devia amor amor, há manifestações de indiferença e ódio. Onde devia haver misericórdia, há condenação. Onde as pessoas deveriam ser pacientes, há intolerância. De onde vem este mal? Porque o mundo caminha assim? Quem é o responsável por este estado de coisas? Por que nosso comportamento é tão contraditório?

Texto temático: Mateus 12. 9 - 14

9 Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles.

10 Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado?

11 Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali?
12 Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem.

13 Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.

14 ¶ Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida.

1- Porque não enxergamos corretamente o outro – v. 9, 10
  • O outro é sempre visto como um estranho, um diferente – v. 10. Nosso primeiro julgamento é sempre negativo em relação ao outro... essa mão mirrada hum!!!; 
  • O outro, no nosso pensamento, nunca pode experimentar a nossa realidade. “Ele não merece o bem que eu recebo” (... mãos perfeitas como as minhas...); 
  • O outro é visto sob uma ótica secundária. Ele nunca é uma prioridade. Para justificar eu coloco a religião, a agenda, as mazelas sociais para justificar sua desgraça. Hoje é sábado, não posso fazer nada por você...
  • A lei é usada somente para nos beneficiar. Não entendendemos que as regulamentações sociais devem atender tanto a nós quanto ao outro – a severidade da lei é somente para o outro, mas o favor da lei é sempre nosso – Mt. 7. 2
Conclusão: O foco da questão não é se é uma atividade religiosa, espiritual ou material, mas sim que existe uma pessoa que precisa de ajuda – Jesus afirmou é correto curar no sábado...

2- Por que as coisas tomaram o lugar das pessoas – v. 11, 12
  • Nossos melhores esforços estã ligados a ter coisas – a ovelha dá mais lucro que o ser humano...
  • Lutamos para preservar o que temos, mas não lutamos para preservar a vida do outro- ... tiramos o boi do buraco no sábado, mas o outro pode permanecer ali...;
  • A religião que ignora e que exclue o outro não procede de Deus – Lc. 10. 30 – 32;
  • Gastamos nossos recurso em adquirir coisas. Pergunto: quanto do nosso dinheiro ou salário vai para beneficiar o outro? Será que a ovelha é mais importante que o ser humano? v. 12. ª
3- Porque não temos uma cultura que valoriza o bem – v. 13, 14
  • Achamos estranho quando alguém é perseverante em fazer o bem. Idolatramos aquelas pessoas, estes viram santos, objetos de adoração e peregrinação – v. 13, 14. Estas pessoas deveriam servir apenas de incentivo e exemplo para nós. Eles são tão pecadores quanto nós (Rm. 3. 23), mas tiveram coragem de mudar a cultura do mal;
  • Preferimos dar destaque ao mal. O mal é mais fascinante e gera curiosidade - v. 14. É mais fácil promover a morte do que a vida...;
  • Inconscientemente produzimos uma cultura maléfica e agressiva – Tg. 3. 14 – 16;
  • Faça uma avaliação das suas conversas, suas leituras, sua diversão (filmes, novelas, programas que você assiste). Observe que os filmes que realçam a maldade e a impureza do ser humano são os mais vistos. Na televisão os programas que ridicularizam e desprezam as pessoas são os que fazem mais sucesso – Ex: Pânico na Tv. Lembre-se do que a boca fala disto se farta o coração...