quarta-feira, 15 de agosto de 2012

BASES PARA O RELACIONAMENTO DE DEUS COM O HOMEM

TEXTO: MARCOS 11. 11

E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo, visto tudo ao redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia, com os doze.”

Introdução: Não podemos nos relacionar da maneira correta se não conhecermos as exigências da relação. Cada relacionamento tem particularidades. Namorado com namorada, esposo com esposa, patrão com empregado, professor com aluno etc. Existem, também, bases para o relacionamento de Deus para com o homem e, é importante conhecer estas bases. Vamos conhecê-las hoje!

I- Deus entra no templo – Mc. 11. 11a (no templo)
  • Jesus entra em Jerusalém e faz questão de entrar no templo. O templo era o centro de adoração para o judeu...
  • No relacionamento com o homem, Deus não fica a distância vendo o desempenho do homem – Ele entra para dentro de sua vida – Ap. 3. 20;
  • O templo, de maneira geral, é mais bonito visto por fora. Entretanto, para Deus, o interior do templo é a parte mais interessante – Mt. 15. 7 – 11;
  • Embora Jesus fosse mais importante que o templo ele não se importou de entrar no templo – Mt. 12. 6 – ele era a razão do templo, o Senhor do templo, mas não se importou em entrar nele como se fosse um adorador.

2- Deus está interessado em tudo – Mc. 11. 11b (visto tudo)
  • Jesus estava interessado em todos os detalhes do templo – Átrio, lugar santo e santíssimo lugar – ele percebeu os vendedores no Átrio dos Gentios;
  • Tudo que está ligado à nossa vida: dinheiro, posses, relacionamento, profissão, comunidade, pessoas. Deus tem interesse em tudo – Jo. 1. 47, 48;
  • Não existem regiões que Deus esteja impedido de trabalhar, abençoar ou santificar – I Ts. 5. 23 –
  • O átrio era a parte mais externa e que tinha relação menos direta com o culto, mas era onde os vendedores, cambistas, compradores estavam presentes – na festa da páscoa eram sacrificados cerca 250.000 animais, que movimentavam uma soma de 250.000 vezes 1900,00: 475.000.000 (quase meio bilhão) – imagine o lucro dos vendedores, dos cambistas e dos sacerdotes. Aí entendemos a indignação e a frase de Jesus: “Covil de salteadores...”

3- Deus não está limitado pela nossa fé – Mc. 11. 11c (saiu para Betânia);
  • Jesus poderia ter optado por dormir no templo, uma vez que era semana de festa. Ele teve independência para dormir onde lhe convinha;
  • Deus leva em conta a minha fé e age em meu favor (Hb. 11. 6), entretanto, não está limitado a ela – II Co. 12. 7 – 9;
  • Deus não é governado nem é dependente da minha fé e oração. Ele tem seus próprios caminhos e escolhas – Rm. 11. 33 – 36;
  • Jesus não se esforçava para parecer Deus. Ele era Deus e vivia como tal – Jo. 2. 23 – 25.

Pr. José Roberto Limas da Silva – Igreja Batista Nova Vida.

Sugestões de leitura: artigo “A igreja não é um Shopping.” por Pr. Bruno Bacelar

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

TEMA: POR QUE É IMPORTANTE CRER EM DEUS?


Texto: Atos 17. 20 – 28


20 Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso.


21 Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.


22 ¶ Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos;


23 porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.


24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas.


25 Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais;


26 de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação;


27 para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós;


28 pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.



Introdução: Ignorar a idéia de Deus não é possível. Crentes e ateus debatem fervorosamente sobre Deus. A idéia chamada Deus está presente na história e na vida de todos os homens. Seja pela crença na sua existência, seja pela tentativa de demonstrar a sua inexistência. O assunto não deve ser tratado somente na esfera religiosa, pois não é um assunto exclusivo da religião, pelo contrário, Deus é um assunto cósmico e envolve todas as criaturas do universo.


Por que é importante crer em Deus?


1- Por que há uma curiosidade natural pelo desconhecido – v. 20 – 23


- O homem se interessa pelo desconhecido porque transcende a sua capacidade de entender e revela as suas limitações (coisas estranhas – vide texto no verso 20) – a minha imperfeição aponta para uma perfeição, senão não haveria a sensação da imperfeição e da incompletitude;


- Outra questão a ser considerada é a que trata do interesse pelas coisas religiosas. Todos os homens, de todas as épocas apresentaram algum interesse pelas coisas religiosas. Até mesmo o que se diz Ateu, fala de religião com muita frequência;


- Quanto ao contexto da referência Bíblica, Atenas era a capital mundial da filosofia, o berço dos filósofos gregos e a cidade respirava profunda religiosidade (... acentuadamente religiosos... – vide versículo 22) – o mito, a religiosidade e a filosofia eram a essência do pensamento grego – Deus era uma idéia presente, até inconscientemente na vida do cidadão grego;


- Percebemos que a vontade de conhecer o desconhecido nos impulsiona o tempo todo. O desconhecido fascina. As pessoas buscam o desconhecido em busca de algo que seja, absolutamente, novo e diferente. Deus é a grande novidade na vida do homem. Ele consegue ser invisível, mas atuante; Eterno, mas presente; diferente, mas identificado conosco – v. 23.

 
2- Porque a compreensão do mundo só é possível a partir de Deus – v. 24 a 27;


- Deveria nos causar estranheza o fato de que com todo o conhecimento científico que a humanidade dispõe, ela ainda não conseguiu responder qual a origem da terra e do ser humano, perguntas estas que são elementares para a vida – A Bíblia, porém tem a resposta: O Deus que fez o mundo e tudo que nele existe v. 24;


- A Bíblia ensina como Deus fez a terra e como formou o homem. Esta verdade não pode ser desmentida pela ciência. O que a ciência faz é buscar outra resposta para a criação. Sabemos que até hoje não encontrou tal resposta


- Não podemos entender o homem, nem a criação de Deus a partir do homem, mas sim a partir do criador – Ele fez tudo de maneira planejada e definida (versículos 24 – 26). Deus nos conheceu no ventre da nossa mãe, e, embora, este estágio seja desconhecido por nós, é conhecido por Deus – Jr. 1. 5;


- A teoria da evolução propõe uma vida acidental, seriamos apenas um encontro casual de um espermatozóide e um óvulo. Mas sabemos que a vida biológica só é razoável e significativa a partir de Deus. Somos uma criação inteligente e proposital – Eclesiastes 3. 11 -

 
3- Porque a vida só pode ser usufruída a partir de uma perspectiva divina – v. 28


- Alienar – se de Deus é desplugar da fonte da vida. Não existe vida real separado de Deus – Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida;


- A vida só pode ser construtiva a partir de Deus. Sem Deus o nosso mundo começa e termina em nós. É um mundo sem graça e sem criatividade – A Bíblia diz que somos geração de Deus (v. 28);


- Separados de Deus somos criaturas obscuras e destinadas ao fracasso nesta vida e na futura – O texto diz que: nele vivemos e nos movemos (v. 28);


- Por fim, sabemos que o homem não se satisfaz com o que é igual ou inferior a ele. O homem, na sua essência precisa de Deus. Pode ser que ele não admita isto publicamente, mas sentira no seu coração aquele vazio que é do tamanho de Deus, como disse o poeta russo (Fiodor Dostoiévski).




terça-feira, 7 de agosto de 2012


Três cuidados necessários na leitura das Escrituras.
Texto: Jo. 5. 37 – 40

"O pai que me enviou, este é que tem dado testemunho de mim. Nunca tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma, e a sua palavra não permanece em vós, porque não credes naquele a quem ele enviou. Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e elas mesmas são as que dão testemunho de mim, contudo, não quereis vir a mim para terdes vida."

Introdução: A Leitura da Bíblia é uma das obrigações mais sagradas para o cristão. Entretanto, esta leitura deve se acompanhada de alguns cuidados, senão a leitura ou a meditação fica limitada apenas a um exercício religioso que não toca nosso coração, nem muda a nossa conduta. Hoje vamos analisar três cuidados necessários na leitura das Escrituras.

Perigo 1 – Ler e estudar as Escrituras sem ouvir a voz de Deus –Jo. 5. 37a
1. As Escrituras são o registro da palavra de Deus. Entretanto, posso lê-las como meras narrativas interessantes e inspiradoras – Jo 5. 37

2. A Escritura me coloca no ambiente da revelação, entretanto, para ouvir a voz de Deus preciso ouvir com o espírito – Ap. 2. 29;

3. A leitura pode ser apenas uma decodificação de caracteres sem haver espaço para a revelação da palavra de Deus – Mt. 13. 15 – eles escutaram uma mensagem, mas não perceberam que Deus estava falando com eles;

4. A voz de Deus só pode ser ouvida quando o nosso coração está escutando também – Mt. 13. 15a.


Perigo 2 - Ler, mas não compreender ou interpretar a mensagem –Jo.5.37b
1. Os fariseus não conheciam a forma, a natureza, o jeito de Deus – eidos quer dizer aparência, imagem, forma. Eles liam sobre Deus, mas não sabiam quem era Deus;

2. Posso saber muito a respeito de Deus e não conhecê-lo pessoalmente – Jo. 5. 40 – internautas da religião – conhecimento virtual;

3. As Escrituras são para serem lidas e interpretadas. A interpretação exige atenção, devoção, conhecimento e intimidade – At. 8. 34;

4. A não compreensão ou a interpretação incorreta nos impedirá de ouvir a voz de Deus – Jo. 7. 52 - Is. 9. 1, 2 – Jesus era judeu de nascimento, Galileu de criação.


Perigo 3- Ler, mas não guardar a revelação que Deus está dando – Jo. 5. 38
1. A palavra que era lida pelos escribas, sacerdotes, fariseus e intérpretes não foi guardada. A palavra não permaneceu no coração – Jo. 15. 7

2. O que lemos e não guardamos não pode nos ajudar. Uma informação esquecida deixa de ser uma informação... Mt. 6. 3 – exemplo: Isaías 19. 24 – existe uma minoria cristã de assírios que vivem no Iraque;

3. O resultado final da leitura deve ser a memorização do que foi lido–Ap.1. 3;

4. Não devemos ler por ler, mas ler para aprender, guardar e praticar. A mensagem passa a fazer parte da nossa vida quando praticamos – Js. 1. 8

terça-feira, 31 de julho de 2012


COMO ENCARAR A MORTE?
TEXTO: GN. 3. 19
No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.

INTRODUÇÃO: Já nascemos com um problema para administrar. A morte é o problema mais essencial e angustiante da vida. Os problemas da vida são circunstanciais, a morte é um problema permanente e presente. Como lidar, então com o problema da morte? 

1-  ACEITANDO O FATO DE QUE ELA É, HUMANAMENTE, INVENCÍVEL – RM. 6. 23;

- Ninguém teve sucesso neste enfrentamento – exceto JESUS – o Deus-Homem – At 2. 22 – 24;
- A morte é um juízo inevitável e definitivo sobre a vida dos humanos – HB. 9. 27, 28;
- A morte física é uma experiência intransferível;
- Não devemos lutar contra a realidade da morte, ela é um juízo de Deus sobre a raça – Ap. 1. 17, 18.

2-  ENTENDENDO O PROPÓSITO DA MORTE –2Co 5.1
- Já que não podemos vencê-la, vamos compreendê-la (a morte é uma fatalidade que nos coloca em outro nível de vida – benção eterna ou maldição eterna) – Lc. 16. 19 – 23 – somos arremessados a uma nova realidade existencial;
- A morte é uma experiência igualitária para todos os homens – Ec. 3. 20;
- A morte é um aviso a todos os homens que chegará o dia de prestar contas ao Senhor Deus – Rm. 14. 10 – 12;
- A morte nos ensina que a vida pertence a Deus – Ec. 12. 7.

3-  POSSUINDO UMA VIDA QUE VÁ ALÉM DA MORTE – Rm. 6. 23 b
- Existe um nível de vida que não pode ser interrompido pela morte física – Jo. 11. 25, 26;
- A vida que recebemos de Jesus não pode ser domada pela morte física – o cristão não morre essencialmente, mas adormece – I Ts. 4. 13, 14;
- A vida que recebemos na cruz do calvário não se rende à morte física, antes usa a morte para alcançar um nível de vida plena – 2 Co. 5. 1, 2;
- A expectativa de vida do cristão transpõe a sepultura – temos planos para o futuro, no céu (Cl. 3. 2).

segunda-feira, 23 de julho de 2012


O ministério do Acolhimento
“Portanto, acolhei – vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus” – Rm. 15. 7
Introdução: Vivemos num mundo grande, cheio de pessoas estranhas e distantes de nós. Sentimo-nos inseguros nas grandes cidades e não temos confiança na grande multidão. Acreditamos que ninguém se importa conosco e isto nos faz mais egoístas, covardes e sem esperança. Entretanto, Deus nos ensina a viver uma vida solidária, feliz e inclusiva. E a fórmula para isto vai ser apresentada agora, através da Sua Palavra.

I-   Antes de tudo a ação de acolher – Rm. 15. 7a
  1. Não podemos ajudar quem não estamos dispostos a acolher – o bom samaritano, primeiro, acolheu o ferido – Lc. 10. 33, 34;
  2. O acolhimento prepara o terreno para ação de ajudar e apoiar- Lc. 10. 33;
  3. Não podemos ajudar, efetivamente, as pessoas com as quais não queremos proximidade – Mt. 14. 15, 16
  4. A primeira ação observada é a forma como se é recebido – Lc. 7. 44 – 46.
   
II - Em seguida, é importante usar o modelo de acolhimento de Cristo – Rm. 15. 7b
  1. A forma como Cristo nos acolheu deve ser o parâmetro no acolhimento do outro – Fp. 2. 5;
  2. Não devemos oferecer uma acolhida de baixo nível ou, meramente religiosa – Lc. 7. 39 –
  3. O parâmetro de Jesus era a individualidade da pessoa, sua necessidade e seus sonhos – Jo. 5. 5 – 8 – no tanque havia muitos homens, muitas necessidades, mas Jesus tratou separadamente a história daquele homem.

III - Por fim, usar o acolhimento para a glória de Deus – Rm. 15. 7. C
  1. A ação de acolher e a forma como acolhemos funciona como revelação de Deus para o beneficiado – Gl. 4. 14;
  2.  Não existe na terra um lugar de aconchego e de paz que seja maior que a família de Deus – At. 28. 15;
  3. Quando acolhemos alguém da maneira correta, esta pessoa vai se interessar pelo Deus que servimos – I Rs. 10. 1 – 3, 6 – 9, 13;
  4. Quando somos generosos em acolher e abençoar as pessoas elas vêem nisto uma manifestação de Deus na vida delas – I Rs. 10. 9.




quarta-feira, 13 de junho de 2012

UMA CRÔNICA (QUASE) TODO DIA


CHÃO DE PEDRAS, CÉU DE ESTRELAS.

O que eu tenho hoje é o que todo homem pode ter: um chão de pedras e um céu de estrelas. Hoje não há razões para guerras, nem motivos para disputar a posse do firmamento. A lua exuberante oculta a sua superfície nua com uma luz transfigurante; e nem se importa se o romper da aurora vai roubar sua glória.

É noite aqui, onde estou, mas tudo é tão claro. Lua e estrelas conspiraram contra o negrume desta noite de terça-feira. Sinto-me profundamente á vontade; o vento roça minhas pernas e o ar é puro, e ainda, não “tributado”. Penso no quanto nos agastamos tentando demarcar territórios e assumir controle sobre coisas e pessoas. Em nossa práxis existencial nada parece ser significativo e prazeroso se não puder ser nossa propriedade, e nos esquecemos que as coisas mais valiosas não podem ser domadas por nós: o amor, a morte, a eternidade, a vida etc.

Sendo assim, a vida pode se tornar uma tola corrida atrás de coisas que não precisamos dominar,... apenas, contemplar, amar e preservar. Alheios ao ensinamento de que “do Senhor é a terra, o mundo e sua plenitude”, saímos por aí, loteando o planeta e esmiuçando os céus em busca de feudos particulares. Nesta busca insana, perdemos tempo, saúde, amizades e oportunidade de adorar e reverenciar Aquele que criou tudo que qualquer homem pode ter e desfrutar: um chão de pedras e um céu de estrelas.

Deus abençoe! Abraços! Pr. José Roberto









sexta-feira, 8 de junho de 2012

DIA DO PASTOR - 2º DOMINGO DE JUNHO


Por que Deus quer ser chamado de pastor?


O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará (Sl. 23. 1).”

Introdução: O texto mais famoso da literatura judaica e do velho testamento é: O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará. Poucas pessoas nunca ouviram esta mensagem. Muitos a usam como filosofia de vida, como amuleto, como adereço de seus carros, como frase de para-choque de caminhões. O certo é que esta mensagem talvez seja a mais conhecida das Sagradas Escrituras. Sendo assim, a passagem merece uma atenção e uma reflexão especial.

1- Por que o pastor é uma figura relacional
  • O pastor não é uma figura separada do rebanho. Ele é profundamente envolvido com a vivência das ovelhas – Is. 40. 10, 11;
  • O pastor realiza seu trabalho junto com as ovelhas. Ele não as leva ao pasto e as deixa lá. Ele participa da vida das ovelhas – Lc. 2.8;
  • O pastor entende o estilo de vida das ovelhas e consegue gostar daquela vida – O vaqueiro não participa da vida do gado, mas o pastor acompanha as ovelhas–Jo.10.14
  • A ovelha sente – se na liberdade de chamar meu pastor. Normalmente as pessoas não sentem liberdade de dizer: meu padre, meu papa, meu apóstolo, meu bispo. O padre é de todos os católicos, o papa é de todos os fiéis, o apóstolo é de todos. Jesus antes de ser o Pastor de Todos é o meu pastor.
2- Porque o pastor é um tipo conhecido de todos os povos
  • Em todos os povos, de todas as épocas, a figura do pastor é conhecida. Ele é aquele que se dedica a cuidar de ovelhas. Jesus disse: Eu sou o bom pastor. Ele não disse eu sou o bom vaqueiro, eu sou o bom lavrador, eu sou o bom médico, eu sou o bom fazendeiro. João 10. 11, 14;
  • O pastor é uma figura simples e sem sofisticação, porém sem substitutos – Jo. 10. 12;
  • Deus gosta de ser chamado de bom pastor porque ele quer se revelar de maneira simples a todos os homens – Is. 53. 2 – se alguém quer ser famoso e importante, não
deveria pensar em ser pastor;
  • Deus não é somente pastor, mas o bom pastor. Aquele que vive para fazer bem as suas ovelhas – o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O médico não dá a sua vida pelos seus pacientes, o advogado não dá a sua vida pela parte que ele representa, o comerciante não dá a sua vida pelo seu cliente; mas o bom pastor dá a vida pela sua ovelha – Jo. 10. 11.
3- Porque o pastor representa a figura de um Deus provedor – Salmo 23. b
  • O pastor é aquele que busca o alimento certo – Sl. 23. 2;
  • Para o pastor não basta dar alimento ao rebanho, ele se preocupa com a segurança do seu rebanho – Sl. 23. 4 – o pastor está com a ovelha nas descidas íngremes, nas encostas, nos desfiladeiros, na beira dos penhascos – o Senhor está comigo;;
  • Deus escolhe o título de pastor porque o pastor não é um lobo que devora ovelhas, mas alguém que protege as ovelhas do lobo – Jr. 31. 10;
  • O pastor é aquele que conhece a necessidade da ovelha e lhe dá a provisão certa – Fp. 4. 19.