A meditação das Escrituras é uma exigência constante no texto inspirado. A prática de examinar e interpretar as Escrituras era um hábito dos judeus piedosos e da igreja primitiva. Modernamente possuímos uma teologia mais pragmática, ou seja, usamos a Bíblia para atingir objetivos concretos, não temos tempo para meditar e aprofundarmos no conhecimento. Isto é uma grave perda para a nossa igreja, moderna e tecnológica.
sábado, 5 de agosto de 2017
COMER OU
PENSAR...
Analisando os
últimos acontecimentos políticos de nosso país, especialmente as mudanças no
texto da LDB (Lei de Diretrizes Básicas) da Educação, ficamos a perguntar se, de
fato, está sendo proposto educação ou proletariação. Parece que se quisermos
trabalhar, seremos alijados do pensar, ou seja, para trabalhar ninguém precisa
pensar. O desestímulo, para não dizer,
vedação das disciplinas de Sociologia e Filosofia da grade do ensino médio,
refletem esta ideia. As duas esferas de conhecimento (Sociologia e Filosofia)
não são mais obrigatórias, como são Português e Matemática. E por quê? Os
nossos líderes políticos não acham justo que o povo tenha comida e ainda receba
educação.
Alguém dirá: -
Ah isto é somente uma reforma educacional e nossos alunos estarão estudando!
Indo á escola sim, mas sendo educados, com certeza não. A educação que só gera operários para produzir bens no mercado não é educação, mas “formatação”.
A Sociologia é essencial para entendermos a luta de classes, as construções
históricas da sociedade, os fatos sociais etc. Como alguém entenderá a vida
coletiva sem conhecer a forma como funciona uma sociedade? E a Filosofia, que é
a fundamentação epistemológica de toda ciência. Como produziremos educação, se
tiramos o fundamento dela?
A frase de
Jesus, registrada no evangelho de Mateus,“nem só de pão viverá o homem”, ganha
imensa pertinência neste momento de nossa história. A classe política nacional acredita que nosso povo vive somente de pão. Fica parecendo que a finalidade
máxima de um cidadão é ter um emprego, alcançando a bem aventurança de ter
comida em sua mesa. Um emprego na fábrica ou no comércio tem sua validade, mas
não é um fim em si mesmo, pois, afinal de contas, vivemos de outras coisas além
do pão.
Por que não somos tão unidos como poderíamos ser?
Diamantina – 11/06/17
João 17. 21
21Para
que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles
sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
Um em essência
I Co. 12. 19
19E,
se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
Um em qualidade, não em quantidade.
João 10. 30
30Eu e o Pai somos um.
Um
em essência
Introdução: Somos questionados, muitas
vezes, quanto à falta de união e parcerias entre nós, cristãos protestantes. Os
críticos têm razão? Será que não conseguimos andar em unidade? Será que
possuímos uma unidade invisível? Será que sabemos o que é unidade? Uma coisa
temos certeza: Não somos tão unidos quanto
poderíamos ser. Mas por quê?
1-Porque
a unidade espiritual é baseada na essência, não na aparência- Jo. 17. 21 -
·Pode ser que
esteja nos faltando o entendimento sobre o que é unidade na essência – O
parâmetro é como é a união do Pai com o Filho? Unidade de natureza, não de
pessoas. O Filho é igual em natureza e diferente em personalidade – Jo. 10. 30;
·A minha comunhão
com meu irmão só é possível a partir de Cristo. É esta comunhão com Cristo que define
minha relação com meu irmão. Se ela é íntima é realçado o que me une ao meu
irmão, mas se ela é deficiente, é evidenciado o que me separa do meu irmão –
porque eu só posso ser um com meu irmão em Cristo – Jo. 17. 21b. Se não tenho
amigos na igreja, se não dou bem com a maioria é sinal claro que não tenho boas
relações com o Cristo que está na vida de meu irmão;
·A unidade é
fruto da comunhão, não causa da comunhão. Podemos estar juntos e não sermos
unidos, por nos faltar a comunhão (koinonos, partes comuns, parceria,
sociedade, cumplicidade). É a comunhão que cimenta a união. At. 2.44;
·A unidade não é
uniformidade. Unidade fala de essência, uniformidade fala de forma e de
aparência. Ser unido é ser íntegro, completo, uno, não fragmentado, não
dividido. Unidade, também, não é unicidade;
·A unidade é
forjada no coração, através da comunhão, não somos capazes de fabricar unidade.
Só a comunhão nos proporciona sentir o que Cristo sentia – Fp.
2. 5, 6 – sentimento de esvaziamento para gerar unidade com os irmãos.
2-Porque
não percebemos que a unidade espiritual não anula a diversidade individual – I
Co. 12. 19.
·A unidade
espiritual é construída a partir da comunhão, onde descobrimos que não podemos
ser iguais em pessoalidade – I Co. 12. 20 – somos, desesperadamente, diferentes
uns dos outros;
·Descobrimos que
é inviável a ideia de uma unidade social na igreja (a igreja não pode ser um
movimento social, como o MST, por exemplo), isto mataria a vida orgânica da
igreja – onde estará o corpo se eu transformar todos os membros em um único
membro – os arquétipo social do cristão ideal cai por terra – I Co. 12. 19;
·A igreja é um
organismo que vive da colaboração de cada membro. Ela precisa ser sistêmica, ou
seja, que cada parte seja integrada e interagente com o meio (corpo). Conceito
de Ecossistema: Comunidade de todos os seres vivos (biocenose) integrados e
interagentes entre si e com o meio (Ecótopos)–1Co. 12. 25 – 27. Eu sou igreja,
somente, quando estou com o outro;
·A colaboração do
cristão só será eficiente se suas individualidades (temperamento, dons,
talentos e habilidades) forem percebidas, aceitas e integradas. A igreja que
mata as individualidades se torna uma igreja bitolada, sectária, monolítica e
indiferente à obra de Deus no seu entorno social – Atos 15. 4,5;
·A religião que
manipula e formata seus seguidores atrofia o corpo e empobrece o evangelho – Marcos
2. 18. O que é mais bonito? A floresta homogênea de Eucalipto, ou o bioma
heterogêneo do cerrado (com sua diversidade de plantas, animais). O eucalipto
com suas folhas bem delineadas, tronco reto e crescimento uniforme ou o pequi,
o panã, o araçá, o murici com suas folhas rústicas, seus caules retorcidos e
seu porte diferenciado?
Acesse a mensagem em> https://www.youtube.com/watch?v=LTVrlRgC4BE
1Certo dia,
Noemi, sua sogra, lhe disse: "Minha filha, tenho que procurar um lar
seguro, para sua felicidade.”
1 ¶ Disse-lhe
Noemi, sua sogra: Minha filha, não hei de eu buscar-te um lar, para que sejas
feliz?
Introdução:
Muitas famílias não são felizes. Muitos lares não são seguros. Muitas pessoas
sofrem porque não tem um lar estável. Muitas famílias da Bíblia não tinham um
lar feliz. Adão não teve um lar estável, Abraão não teve um lar estável, Jacó
não teve um lar estável. Ter um lar estável, seguro e feliz é um privilégio. É
possível ter um lar feliz? Maria e José tiveram um lar feliz, Isabel e Zacarias
tiveram um lar feliz, Maria mão de João Marcos teve um lar feliz, Priscila e Áquila
tiveram um lar feliz. A pergunta, então, é como ter um lar feliz e seguro?
Quais são as condições para se ter um lar feliz?
1- O lar feliz
não é uma casualidade é uma construção
·O lar feliz só
pode ser construído por pessoas maduras – cuida dos teus negócios lá fora,
apronta a lavoura e depois edifica sua casa (é preciso amadurecer para poder
edificar uma casa sólida); Pv. 24. 27;
·O lar feliz não
é um acidente ou um resultado natural da vida. Ele é uma escolha, uma busca –
Noemi não deixou que o acaso cuidasse da sua nora, mas se empenhou em buscar
uma pessoa certa para sua nora – Rt. 3. 2;
·O lar, sendo
uma construção, precisa de bons construtores. O lar só é sólido se todos
trabalharem com os mesmos objetivos – até o diabo trabalha em equipe para
manter o seu reino e porque nós sentimo-nos livres para não colaborar com o
sucesso de nossa família – Mt. 12. 25, 26;
·Não basta
querer um lar feliz é preciso investir esforços e recursos – Rt 3. 3 – 5 –
banhe-se, perfume-se, vista uma roupa bonita e vai até onde está a bênção –
Rute não se desanimou pelo primeiro fracasso na edificação de sua casa (o
primeiro marido morreu), mas cumpriu a risca o que era necessário – Rt 3. 5.
2- O lar não é,
necessariamente, um lugar físico, mas um lugar emocional
·O lar feliz não
precisa de casa bonita, de móveis de luxo, nem de grandes coisas. O lar feliz
não é um lugar, mas um estado de alma – Pv. 15. 17;
·O lar seguro é
onde as dificuldades e carências não roubam a paz e a tranqüilidade – Jo. 16.
31
·O lar seguro
está construído sobre bases emocionais seguras. O amor é o fundamento do lar
feliz – I Jo. 4. 18 – O amor é a base para a estabilidade e a felicidade de
família – e o que é o amor: I Co. 13. 4 – 7 (paciência, bondade, humildade,
justiça, sofrimento, fé, paciência e resiliência;
·O lar feliz é
aquele onde as pessoas são capazes de se amarem durante os momentos difíceis –
Pv. 17. 17 – Os sofrimentos aperfeiçoam e solidificam o nosso lar (Rute teve
luto, pobreza, privações), isto a amadureceu para construir um lar seguro e
feliz.
terça-feira, 2 de maio de 2017
QUAIS SÃO AS VANTAGENS DE NÃO SERMOS APEGADOS À COISA ALGUMA?
Texto: 2 Rs. 7. 3. 4
3 ¶ Quatro homens leprosos estavam à entrada da
porta, os quais disseram uns aos outros: Para que estaremos nós aqui sentados
até morrermos?
4 Se
dissermos: entremos na cidade, há fome na cidade, e morreremos lá; se ficarmos
sentados aqui, também morreremos. Vamos, pois, agora, e demos conosco no
arraial dos siros; se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem,
tão-somente morreremos.
Texto: Lc. 14. 13
“
Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode
ser meu discípulo.” (Lucas 14:33 RA)
Introdução: Nascemos e somos educados para termos coisas. Criamos relações
de apego com tudo que possuímos, desde o nosso velotrol até o primeiro carro.
Compramos, registramos, emplacamos, ferramos, selamos, marcamos com nosso nome.
As coisas passam ser extensões de nossa vida. Não conseguimos viver sem elas.
Entretanto, a Bíblia ensina-nos a sermos desapegados de tudo e de todos. Ser
desapegado não quer dizer ser indiferente ou não dar valor às coisas ou ás
pessoas, mas simplesmente, não estar preso aquele objeto, pessoa ou
circunstância. Este é o conceito que adotamos nesta mensagem... E vamos
demonstrar quais são as vantagens de não sermos apegados a coisa alguma:
1ª Vantagem: Disposição para correr riscos
·Eles eram leprosos, sem família, sem prestígio – não tinham nada
para perder – o cristão, também, não
deve ter sua vida por preciosa demais, a ponto de rejeitar a cruz – Atos 20.
24;
·Quem está preso às coisas não aceita os riscos que a vida ao
lado de Cristo oferece – a doce aventura de seguir a Cristo – Mc. 10. 21, 22 –
Este jovem não tinha uma aventura digna para contar aos seus netos;
·Projetos ousados são bem-vindos para quem não tem nada a perder
– entrar no arraial dos siros era perigoso, mas os leprosos arriscaram assim
mesmo – para que ficar assentado vendo a vida escorrendo entre os dedos. Vamos
fazer alguma coisa para Cristo enquanto podemos...
·Nenhum risco é tão grande quanto a convicção de se estar fazendo
a coisa certa – Eliseu largou tudo porque tinha convicção da missão – I Reis
19. 19 – 21 (bois, aparelhos, fazenda, tudo).
2ª Vantagem – Qualquer retorno se torna um lucro
·Quando se abre mão de tudo,
qualquer acréscimo é ganho – quem deixou casa, família, plantações receberá
muitas vezes mais – Mc. 10. 29, 30 – basta o usufruto, não precisa a posse...
·Os leprosos só tiveram êxito
porque sabiam que não tinham nada a perder, portanto, qualquer coisa que
chegasse seria ganho...; viver já seria um grande prêmio (comer, beber, sorrir,
conversar, aprender, estas coisas não exigem posse). Os leprosos não precisavam
possuir nada, precisavam, apenas, viver... v. 4;
·Quem é desapegado não alimenta
expectativas exageradas – Fp. 4. 12, 13 (honrado ou humilhado, fartura ou
privação, tanto faz – Deus é suficiente para tudo, independente das
circunstâncias);
·Quem não tem apego às coisas,
aprende viver além das coisas - Mt. 4. 4. Quem pensa assim, não deixa que a
posse das coisas determine seu projeto de vida.
segunda-feira, 13 de março de 2017
TRÊS COISAS QUE
TODO HOMEM PRECISA ACEITAR
Texto:
Eclesiastes 3. 11
Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração
do homem,sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde
o princípio até ao fim.
Introdução: Há
determinadas coisas que precisam ser consideradas e aceitas em nossas vidas.
Gastamos muito tempo, lutando com coisas que não vão mudar e que precisam ser,
simplesmente, aceitas. Hoje, vamos falar de três coisas que todo homem e toda
mulher precisam aceitar.
1ª-
Que o homem precisa de fundamentos e limites definidos – Ec. 3. 11
·O homem não
pode sobreviver psicológica e emocionalmente se não houver limites morais e
éticos definidos – Salmos 11. 3;
·O homem precisa
estar ciente que existem limites intransponíveis – tudo que era para ser criado
já foi criado (Cl. 1. 16) – a física ensina que o princípio da conservação de
energia (a taxa de energia do universo é estável) – como disse o francês
Lavosier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Outro
exemplo é a morte que é uma experiência obrigatória na vida do ser humano. Ela
não pode ser vencida porque ela é, antes de tudo, espiritual – Deus disse: no
dia que comerdes deste fruto (pecado), certamente, morrerás. A manifestação
da morte na vida física é somente um aspecto da morte... A morte não é somente
física e mental, mas sobretudo espiritual...
·Atualmente, não
há nenhuma criação original no universo. Não existe nada de novo, tudo que é já
foi ou será – Ec. 1. 9 – Estamos limitados pelo que Deus fez e pela forma como
fez.
2ª-
Que o homem foi criado e codificado para a eternidade – Ec. 3. 11b
·O homem nasce
religioso no sentido histórico. Não há como negar que a origem do homem na
terra passa pela compreensão mítica, simbólica e religiosa da vida. Esta
propensão para o que é eterno se manifesta na história de várias formas. A
própria busca científica pela imortalidade é um sinal claro deste desejo de
viver;
·A eternidade
não é, primeiramente, uma escolha do homem, mas uma escolha de Deus. I Tm. 2.
3, 4;
·Se o homem
fosse um projeto temporário não faria sentido o sacrifício de Cristo. A eternidade
é mais real do que a dispensação presente - 2 Pd. 3. 9. Deus é tolerante com o
que acontece neste mundo porque ele trata o homem considerando que ele tem uma
alma imortal.
3ª-
Que a vida precisa de uma dose de mistério – Ec. 3. 11
·Nossa atual
condição nos expõe à curiosidade e a busca de respostas. Isto faz parte da
nossa caminhada. Achar que vamos dissecar a terra e o universo é uma grande
vaidade. A maioria dos mistérios está no campo do sobrenatural e do
transcendente. Um dos mistérios é descobrir quem e como o universo e a terra
foram criados – Ec. 1. 13 – 15
·O mundo não
pode ser concebido nem explicado, apenas, a partir da razão e da ética. Existem
coisas que extrapolam a nossa condição físico/química e biológica. Existe um
mundo espiritual, existem coisas invisíveis, existem coisas que estão além da
nossa capacidade de compreender e explicar – 2Co. 12. 4;
·O
desencantamento do mundo previsto por Max Weber e outros pensadores não se
estabeleceu, porque o homem não se satisfaz com as coisas que o olho pode ver,
ou o ouvido possa ouvir. I Co. 2. 9.
25 Porquanto, quem quiser salvar a
sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.
26 Pois que aproveitará o homem se
ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua
alma?
Introdução: A palavra alma tem significado bastante abrangente, podendo
significar vida física, vida mental/psicológica, vida interior/espiritual, vida
pessoal. Portanto, é o contexto que vai determinar se a palavra psuque (yuchv) está falando de um destes sentidos, mais de um, ou de todos os sentidos
ao mesmo tempo. No texto que lemos a palavra psuque foi traduzida por vida no
verso 25 e alma no verso 26. A maioria das traduções conservou esta disposição,
como na Sociedade Bíblica Brasileira (ARA E ARC), como no Grego moderno que foi
vertido por zoé (vida) e psique (alma), na NVI inglesa por life e Soul. Já na
Bíblia de Jerusalém e Sociedade Bíblica Britânica, psuque foi traduzida por
vida nos dois versículos, bem como na Tradução Brasileira, enquanto na vulgata
latina, psuque foi traduzida por anima (significando alma nos dois textos).
Portanto, a interpretação apropriada da palavra psuque (alma ou vida) nos
favorecerá na resposta à seguinte pergunta: Como alguém perde a sua alma?
1- Perdendo
para si mesmo – alma como consciência, como mente, como ego.
·Sufocando a
consciência, impedindo que ela te julgue – ela é o tribunal da alma – 2 Co. 1.
12 (testemunho da consciência não deve ser silenciado);
·Negando a alma
sua imagem original, deformando sua auto-imagem – Gn. 1. 27 (homem, como
espécie, macho e fêmea como gênero – Adam (humano), Zacar (macho, no sentido
biológico, cromossomático), Nequeba (fêmea, no sentido biológico,
cromossomático);
·Deixando
que o mundo (sistema) determine sua identidade (seu ego). O mundo quer sua alma
(sua mente/consciência), porque se ele a tiver, o resto fica fácil – Tg. 4. 4.
2- Perdendo a alma para o pecado – alma como vida
interior/espiritual.
·Substituindo
a sede e a fome da alma pela presença de Deus por coisas materiais – Salmo 42.
1 – roubando a dimensão espiritual da alma;
·Rebaixando
a elevação da alma às criações humanas (música, poesia, pintura, cultura em
geral). Colocando o deleite da sua alma nas coisas criadas pela imaginação
humana – Fp. 3. 19. Uma observação: a cultura não deve substituir a devoção da
alma a Deus. A cultura deve ser filtrada pela devoção e não funcionar como
substituta da devoção. A devoção é adoração, a apreciação estética é
contemplação. A devoção é voltada para o criador, a contemplação é voltada para
a criação. Atenção para não substituir o criador pela criação, para você não se
tornar um idólatra;
·Ganhar
o mundo inteiro implica em contaminar a alma com prazeres carnais
(prostituição, feitiçaria, avareza, inimizades, ciúmes, contendas etc – Gl. 5.
19 – 21).
3- Perdendo a alma para a morte – alma como vida plena e verdadeira.
·Ganhar
o mundo é perder Deus. Quando vivemos para o mundo, nossa alma morre diante de
Deus;
·A
alma no seu sentido mais abrangente significa vida total, vida essencial, vida
plena. Quando a Bíblia fala de perder a alma (psuque) está falando de se perder
tudo que o homem tem – NTLH (Mt. 16. 26a);
· Perdendo-se
a alma, perde-se todo o ser. Condenando a alma, condena-se o ser por completo.
E esta é uma perda irreparável... que dará o homem para resgatar sua alma...
Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro:
Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
Salmo
139. 7 - 10
Para onde
me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no
inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas
extremidades do mar, Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me
susterá.
Introdução:Pedro e Davi manifestam uma convicção que nossa geração não tem demonstrado. É a convicação de que não há nada, nem ninguém que seja tão importante ou que mereça tamanha dedicação e atenção, quanto o nosso Deus. Os dois estão convictos de que a presença de Deus ocupa todos os espaços da sua vida. A religião cristã de nossos dias, entretanto, vive de grandes contradições e conflitos doutrinários. A religião cristã tem várias ramificações e não há consenso entre elas. Vejamos a história:
A Igreja cristã católica romana – surgiu
no século IV e crê nas Escrituras Sagradas e na tradição da igreja; nos santos
e na infalibilidade papal; e na salvação pós-morte. A Igreja cristã ortodoxa
oriental – surgiu no ano de 1054, quando se separou da igreja católica romana e
crê nas Escrituras Sagradas, na tradição da igreja, na salvação pós-morte, mas
não aceitam a figura do papa como vigário de Deus, possuem um patriarca; a Igreja
cristã protestante – surgiu a partir do século XVI, quando se separou da igreja
católica romana e crê nas Sagradas Escrituras como única regra de fé e prática,
na suficiência da salvação de Cristo, não existe a figura do papa, nem do
patriarca e não acreditam numa salvação pós –morte.
Portanto, a igreja cristã seguiu vários
caminhos até nossos dias. Cabe a nossa geração analisar quais são os caminhos
que a igreja tem enveredado em nossos dias. Vamos pensar nesta noite, nos
caminhos da igreja pós-moderna. Quais são os caminhos da igreja pós-moderna?
1-O
caminho da racionalidade – (da razão)
·Buscar a explicação da vida na finitude
dela. Enxergar-se como objeto e coisa no mundo – Fp. 3. 18, 19 – não há
explicação possível dentro do meu curso de vida;
·É a tentativa de esvaziar o mundo do
encanto, do sobrenatural e do transcendente – At. 23.8;
·Alguns seguem Jesus para obter vantagens
materiais e políticas – Jo. 6. 26;
·O caminho da racionalidade foge do que é
eterno para buscar respostas no que os olhos podem ver e no que as mãos podem
tocar – Jo.6. 51, 52
Anotações:
São
aqueles que não estão em busca do milagre, mas do resultado do milagre;
São
cristãos que estão em busca de cargos eclesiásticos e não em busca do Reino de
Deus;
São
aqueles que lutam por interesses religiosos mundanos e temporários não pela
obra de Deus;
São
aqueles que querem que o céu seja na terra, aqui e agora – é o céu do
capitalismo: comida, saúde, dinheiro e sucesso;
São
teologias terrenas: teologia do evangelho social, teologia da libertação,
teologia da prosperidade
2-O
caminho da irracionalidade – (da superstição)
·Viver desligado da realidade, negando os
fatos. Fazer da superstição a explicação da realidade – 2 Tm.4.3, 4;
·O caminho da irracionalidade é o caminho
da fantasia, da ilusão, do misticismo e do engano satânico – Êxodo 8. 6, 7;
·É rejeitar a verdade e viver de
fantasias religiosas, enganando se a si mesmo e aos outros –2 Tm. 2. 17, 18 –
pior do que não saber a verdade é se desviar dela.
·São aquelas pessoas que se refugiaram em
práticas religiosas e misteriosas e se tornaram prisioneiros de Satanás - Is.
44. 20;
Anotações:
Sobre
a superstição: onde a consciência e a razão são silenciadas pelo sobrenatural
(fé e boa consciência em Timóteo);
Onde
o cristão perde a capacidade crítica e de juízo sobre a verdade – I Co. 14;
Quando
o cristão vive, apenas, de um sobrenatural desconhecido;
Quando
a religião rouba o bom senso e o discernimento – I Tm. 4. 1.
3-O
caminho da eternidade (da salvação)
·Compreender a vida com os olhos da
eternidade. Enxergar-se como projeto eterno de Deus – Sl. 139. 7 – 10 – o
projeto de Deus é maior que nossas conjecturas e expectativas;
·Interpretar a vida a partir do
conhecimento de Deus- Jr. 9. 23, 24 – Não o contrário, ou seja, interpretar
Deus a partir de seu conhecimento próprio. Há muitos querem compreender a vida
a partir de si mesmo;
·O caminho da eternidade é o único que dá
sentido, propósito e direção para a vida – Ec. 3.11 – Por isto Pedro disse:
Senhor não queremos ir para lugar algum, encontramos tudo que queríamos e
precisávamos encontrar – Jo. 6. 68;
·Se rejeitarmos o caminho da eternidade,
em algum momento ele cruzará com o nosso caminho e nos mostrará a loucura que
fizemos com nossa vida – a morte será está passagem inadiável – Lc. 12. 20, Mt.
16.26.
Conclusão: O projeto eterno de Deus para o ser humano é inescapável. Todos
prestarão contas de si mesmo, por isto é melhor prestar contas a Deus quando
temos um mediador que nos perdoa, nos justifica e nos redime de nossos pecados.
Glória a Deus!