quarta-feira, 1 de julho de 2020

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DA IMPOSSIBILIDADE DE CONHECER DEUS PARA DEPOIS CRER NELE.
Texto temático: João 6. 44.
Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
O texto em epígrafe afirma que o homem não pode encontrar Deus. Deus o encontra. Vemos a experiência do encontro de Deus com a criatura ao longo das Escrituras e não o contrário. Deus encontrou Noé, Deus chamou Abraão, Deus se revelou a Moisés, Jesus se revelou e convidou os discípulos. Paulo foi encontrado por Deus no caminho de Damasco. É longa a lista.
A ideia do homem descobrir a pessoa de Deus, parece pretensiosa, sobretudo, porque não se chega ao conhecimento de Deus, senão a partir de Deus. É bem apropriada, neste sentido, a frase de Irineu (um dos pais da igreja): “Sem Deus não se pode conhecer a Deus”. Desta forma, a revelação inaugura o processo de conhecimento da pessoa de Deus. Sem a revelação não é possível conhecimento. Quando Jesus diz “ninguém pode vir a mim se o pai, que me enviou, não o trouxer”, ele está deixando claro que é impossível entrar num relacionamento com Deus, sem antes haver uma ação diretiva de Deus em trazer este homem para perto Dele.
Quando a teologia coloca Deus como objeto de pesquisa ela comete um erro, pois “Deus jamais é objeto”[1], em termos epistemológicos. Pois nas ciências o objeto de dada disciplina precisa ser abstraído, mensurado, quantificado, comparado. Neste caso, Deus não pode se submeter a este processo, pois Ele é transcendente ao tempo e ao espaço. Portanto, toda ideia de conhecer Deus a partir do homem se traduz num equívoco. O que parece razoável é conhecer Deus a partir do momento que ele se revela o homem e ilumina seu entendimento.
Outra questão, ainda mais intrigante, é que Deus começou este mundo a partir do nada[2]. Não havia uma matéria, uma coisa, um objeto por meio do qual Deus criou este mundo. Ele partiu do nada, logo pensar que alguma coisa, objeto ou criatura seja capaz de chegar ao conhecimento de Deus por si mesmo, é uma impossibilidade lógica. A criatura não abriga em si qualquer dispositivo científico que lhe possibilite conhecer Deus, pois ela não tem prévio conhecimento. Ela existe a partir de dado momento, ou seja, ela não é eterna. O temporal não pode vasculhar o eterno. O finito não pode esquadrinhar o infinito.
Não se trata de um certo tipo de agnosticismo, mas de hierarquização do relacionamento com Deus. O homem não conhece Deus para crer e se relacionar com ele, mas Deus se revela ao homem a fim de que este homem saiba quem é Deus e qual a sua vontade. Isto parece evidente na conversa de Deus com Arão e Miriã, descrito no livro de Êxodo.[3] Deus só pode ser conhecido até onde ele quer se revelar. Se o conhecimento de Deus partisse do homem, Deus poderia ser esmiuçado, esgotado e dissecado, mas não é assim que o Velho Testamento ensina[4].
Muito bem! Feitas estas considerações, parece que a teologia do Novo Testamento identifica-se mais com o a filosofia de Platão, uma vez que a filosofia Platônica valoriza mais o mundo supra-sensível (mundo das ideias), bem como, entende que existe uma vida superior ao mundo material. A ideia de um mundo transcendente, perfeito e imutável é proposta tanto pelo platonismo como pelo Cristianismo.


[1] TILLICK, Paul. História do Pensamento Cristão. 4 ed.São Paulo: Aste, 2007
[2] Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem – Hebreus 11. 3.
[3] Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos – Êxodo 13. 3.
[4] As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.

domingo, 21 de junho de 2020

A IMPORTÂNCIA DO NOME PRÓPRIO



Por que é importante chamar Deus pelo seu nome?

Textos básico:
Êxodo 5
1 Depois foram Moisés e Aarão e disseram a Faraó: Assim diz Jeová, o Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.
2 Respondeu Faraó: Quem é Jeová[1] para que eu ouça a sua voz de modo a deixar ir a Israel? não conheço Jeová, nem tampouco deixarei ir a Israel.
Êxodo 6
2 Falou mais Deus a Moisés e disse-lhe: Eu sou Jeová;
3 e apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-poderoso; mas pelo meu nome Jeová não lhes fui conhecido.

Introdução: A pronúncia do nome próprio de Deus, no velho testamento, foi perdida pelos Judeus, ao longo de sua história. Jeová virou Adonai e Olam (Senhor e Eterno, respectivamente). O judaísmo não chama Deus mais pelo nome próprio, mas pelo pronome de tratamento (Adonai) e pelo adjetivo (eterno). O nome próprio se tornou impronunciável. Isto é uma grande perda, pois é importante chamar as pessoas pelo seu nome. E no caso de Deus, não pode ser diferente...

1- Por que o nome conta a história
·       Quando não conhecemos o nome, não conhecemos a história pessoal. Deus é um Deus que se revela pessoalmente – Ex. 3. 4;
·       O nome é o ponto de partida para desenvolvermos um relacionamento – At. 9. 3 – 5;
·       Não conhecer o nome de Deus é um sinal de indiferença e desrespeito – Ex. 4. 2;
·       O nome Jeová fala da condição de Deus perante a história e o tempo – IEVÁ significa aquele que é que era e que será – Ex. 3. 13. 14. Eu sou, eu estou – Hb. 13.8.

 2- Porque o nome traz consigo a autoridade e o poder daquela pessoa
·       Quando não conhecemos o nome, não sabemos a extensão da autoridade e do poder – Paulo não sabia com quem estava lidando, por isto Deus usou uma terceira pessoa para falar com ele – Atos 9. 6 – 8;
·       O nome carrega consigo o poder e a autoridade. Usar o nome é usar a autoridade – Fp. 2. 9 – 11 – conhecimento do nome precisa ser cognitivo e relacional (decodificar o nome, mas estar ligado ao nome) – Existiam muitos Ieshuas nos dias de Jesus...
·       A condição para acessar as bênçãos de Deus exige a mediação do nome de Jesus – Jo. 14. 13, 14.;
·       Não há salvação onde o nome de Jesus não possa ser invocado ou usado como mediador – Atos. 4. 12.

TEXTOS DO ESTUDO
Êxodo 3. 4
4  Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!

Atos 9. 3 – 5
3  Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor,
4  e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
5  Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;

Êxodo 3. 13 – 14.
13 Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.

Hebreus 13. 8
8  Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.

Atos 9. 6 – 8
6  mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer.
7  Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém.
8  Então, se levantou Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada podia ver. E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco.

Filipenses 2. 9 – 11
9  Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
10  para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,
11  e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

João 14. 13, 14.
E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.  Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

Atos 4. 12.
12  E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

VEJA O VÍDEO: https://youtu.be/jIizRr254uc



[1] Aparentemente, YHWH (יהוה) é a terceira pessoa do singular imperfeito ḳal do verbo ser (הוה), significando, portanto, Ele é ou Ele será ou talvez, Ele vive, a ideia básica da palavra ser, provavelmente, soprarrespirar, portanto, viver. Com esta explicação concorda o significado do nome dado no Êxodo,[14] onde Deus é representado como falando, portanto, como usando a primeira pessoa—Eu Sou (אהיה derivado de היה, o equivalente posterior do radical arcaico הוה). O significado seria, portanto, Aquele que é auto-existente, auto-suficiente ou, mais concretamente, Aquele que vive, a concepção abstrata da existência pura sendo estranha ao pensamento hebraico. Não há dúvida de que a ideia de vida estava intimamente ligada ao nome YHWH dos tempos antigos. Ele é o Deus vivo, em contraste com os deuses sem vida dos pagãos, e Ele é a fonte e autor da vida.[15] Tão familiar é essa concepção de Deus para a mente hebraica que aparece na fórmula comum de um juramento, ḥai yhwh (= YHWH vive).[16]. Se a explicação da forma acima dada for a verdadeira, a pronúncia original deve ter sido IAUE (Javé= Yahweh) ou IAAUE (Jaavé= Yahaweh). A partir disso, a forma contratada Jah ou IA (יה) é mais prontamente explicada, também as formas Jeho ou IEO (יהו), Jo ou IO (יו contração de יהו), que a palavra assume em combinação na primeira parte dos nomes próprios compostos, e IAU (YHW) ou IA (YH) na segunda parte de tais nomes.
Fonte: wikipedia

sábado, 9 de maio de 2020

A morte dos mitos da modernidade


MENSAGEM
Texto: Deuteronômio 32:39 
Vede, agora, que Eu Sou, Eu somente, e mais nenhum deus além
de mim; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem
possa livrar alguém da minha mão. 

A morte de três mitos da modernidade – um paralelo à Bíblia Cristã
Introdução: A modernidade criou o mito da exatidão científica e da infalibilidade da ciência e, assim, expulsou o mistério e o transcendente. Nada passou a ser aceito se não houver uma explicação objetiva e científica. As leis da física, da química e da biologia regem o mundo moderno, desprovido de encanto, fé e mistérios. Outro mito, ainda mais moderno é o da necessidade de reunir o mundo em torno de um mercado de consumo, de uma cultura e de uma ideologia só. A chamada globalização é outra estrutura que foi deificada e considerada irreversível e obrigatória. Um terceiro mito produzido pela modernidade é o mito do indivíduo auto-suficiente e independente. É a ideia de que a vida deve ser pensada e orientada pelas necessidades do indivíduo, não a partir da coletividade. O indivíduo é um ser independente da coletividade. Seus desejos pessoais se tornam leis. Estamos anunciando a morte destes três mitos em nossos dias. Vamos analisar cada um deles.

1- O mito da infalível e onipotente ciência
·       A modernidade colocou sua confiança na ciência, na tecnologia e no conhecimento – ocorre que todos estes artefatos são produtos humanos, logo são imperfeitos, decadentes e provisórios -  Is. 44. 25;
·       A modernidade tentou dominar a natureza e transformar o mundo num paraíso seguro e feliz – como diria Descartes: “o conhecimento visa ao bem coletivo, de modo que possamos nos tornar mestres e possuidores da natureza”[1] – ocorre que a natureza não foi criada pelo homem e ele não conhece todos os seus mistérios... –
·       A ciência nos deu competência para produzir em série (revolução industrial), então,  ajuntamos o povo num espaço só (urbanização). Agora temos um mundo com seus recursos naturais quase esgotados e um monte de gente num espaço apertado, onde falta água, comida e ar para respirar.   A ciência nos empurrou para a falência. Ela falhou com a raça humana... o conforto da cidade virou um desconforto... E agora qual a mágica que será feita? Ex. 7. 20 – 22, 8. 6, 7, 8. 17 – 19;
·       A ciência precisa reconhecer que ela é limitada, mundana, humana e incerta. Útil sim, como qualquer atividade humana. Ela não é superior ás outras atividades humanas. Ela é conhecimento de homens, por isto falível, questionável e provisória – O mito da ciência onipotente e infalível está morto...

2- O mito da onipresente globalização – Gn. 11. 3, 4
·        A modernidade ensinou que poderíamos construir uma sociedade organizada, fraterna e auto-suficiente – mas não cumpriu – nos unimos para pior[2] – I Co. 11. 17 – estamos unidos para consumir e satisfazer nossas necessidades, não para cuidarmos uns dos outros;
·        A torre da globalização nos uniu em torno do nada. Estávamos juntos, mas permanecíamos estranhos uns aos outros. Era uma unidade falsa e egoísta. Isto não podia durar, logo, nossas mensagens iriam entrar em conflito – Gn. 11. 9;
·        A globalização é uma ideia mercadológica, não cultural. Não é possível unidade cultural, mas diversidade cultural. O que deve haver é respeito á dignidade, ao pensamento, a ideologia, ás crenças do outro. A globalização não é uma ideia bíblica – a dispersão possibilitou a ocupação do mundo, a distribuição de riquezas, o desenvolvimento de identidades – Ap. 7. 9;
·        A globalização nos roubou a tradição, a família, os lugares afetivos, as boas tradições e os bons valores (as novelas e filmes produzem a cultura ocidental). A globalização nos impõe os valores, e as escolhas que cabem a nós e a nossa família – Jesus nos chamou para a liberdade e não nos submetermos a nenhum jugo – Cl. 2. 8 e Gl. 5. 1. A globalização é o capítulo final antes do estabelecimento do anti-cristo;
·        A globalização tecnológica é inevitável, mas a globalização ideológica e cultural deve ser combatida pela igreja, pois ela tenta desconstruir e substituir os valores que recebemos de Cristo. É oportuno lembrar o texto de Romanos 12. 2: E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que saibais qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A globalização cultural e ideológica é a conformação de que fala Paulo. É tempo de sepultarmos de vez a massificação cultural e ideológica e voltarmos aos valores que Jesus nos ensinou. Que Deus nos ajude!

3- O mito do indivíduo independente e autônomo[3] -
·        A doutrina do indivíduo autônomo é um claro atentado ao bom senso e ao bom funcionamento da sociedade. Ninguém é biológica, física e quimicamente autônomo. A natureza funciona sistemicamente. A vida não acontece de forma isolada e fragmentária. Estamos num ecossistema social, que nos torna interdependentes um do outro – Ec. 4. 10;
·        Não existe uma lei da vida para cada indivíduo (autônomos). Existe uma lei para todos os humanos. O que difere é como cada um reage a esta lei. Romanos 3. 23 - I Tm. 2. 3. 4;
·        A liberdade que tem como limite as regras que o próprio indivíduo estabelece é falsa e não consegue se estabelecer. É um mito a ideia de liberdade que começa e termina no indivíduo. Minha liberdade está limitada as fronteiras do convívio social – I Co. 8. 9;
·        O indivíduo que quer ser livre e independente de todos é um indivíduo egoísta e ignorante – Provérbios 18. 1 – este monstro mitológico criado pela modernidade é o principal responsável pela vida desequilibrada e infeliz que temos hoje. Fomos ensinados por Jesus a amar o próximo como a nós mesmos, não a nos amarmos primeiro e depois o próximo. Jesus disse: ame o próximo como está amando a si mesmo. É uma ação simultânea. O indivíduo autônomo e independente gasta a vida inteira se amando, pois ele não inclui o próximo no seu projeto de vida. O próximo será sempre um estranho. Este monstro mitológico está morrendo em nossos dias. A sociedade não suporta mais este modelo de vida baseada no indivíduo.



[1] DESCARTES, René. Discurso do Método. Porto Alegre: L & PM, 2013, p. 27
[2] A pós-modernidade gerou uniformidade (em termos de globalização de mercados econômicos), mas não produziu unidade cultural entre os humanos. Estamos reunidos em torno de uma parafernália tecnológica, mas separados por um individualismo pulverizado em lugares fluidos (SILVA, 2020. O lugar, o tempo e o ser, p14).
[3] Autônomo é um adjetivo que qualifica algo ou alguém que age de acordo com as normas de sua própria conduta, seguindo as suas leis e imposições sem a interferência de outrem. Disponível em: https://www.significados.com.br/autonomo/. Acesso em 22 de abr. de 2020. Etimologicamente a palavra autônomo vem do grego: autos (si mesmo) e nomos (lei, preceito, norma, regra). Na prática, diz-se de algo (ou alguém) que se governa por leis próprias, que não está sujeito a potência estranha, que goza de organização individual própria e que tem autonomia ou autodeterminação etc. Disponível em: http://www.etimologista.com/2012/02/quem-e-o-autonomo.html. Acesso em 22 de abril de 2020.
4- O conceito de pós-modernidade, neste texto, é tratado no escopo geral da idade de modernidade tardia.



quarta-feira, 29 de abril de 2020




QUAL SUA SITUAÇÃO ATUAL? O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA MELHORAR SUA VIDA?
Texto: Lucas 10. 25 – 37
Introdução: Precisamos de ter a coragem de analisar nossa situação perante Deus, perante nós e perante a sociedade. Não somente analisar, mas nos dispor a melhorar nossa vida. A palavra de Deus visa descobrir, descortinar nossa realidade, para que através desta revelação, possamos promover as mudanças necessárias. Nossa mensagem, então, visa diagnosticar qual sua situação atual e o que você pode fazer para melhorar sua vida.

1- Você é o paciente – Você precisa ser cuidado – v. 30
·        A vida lhe causou ferimentos. Você não consegue seguir em frente sozinho. Foi machucado, roubado, maltratado – v. 30;
·        Você está precisando de atenção, de cuidados, de ser amparado. Não precisa se envergonhar disto, esta é uma experiência bem humana. Em algum momento, precisamos ser cuidados – até Jesus, enquanto homem, recebeu cuidados – Lc. 23. 26;
·        Você precisa aceitar ajuda e acolher aqueles que Deus escolheu para cuidar de você – v. 34, 35.

2- Você é o indiferente – Você não se importa - v. 31, 32
·        Você não consegue enxergar as pessoas que estão no mesmo caminho seu – v. 31;
·        São aquelas pessoas que estão sempre muito ocupadas com sua vida – A religião consumia todo o tempo do sacerdote – v. 31;
·        São aquelas pessoas estão sempre fugindo do ambiente onde há choro e sofrimento – São aqueles que blindaram sua existência. Não participam nem da alegria, nem da tristeza dos outros. Você precisa se arrepender e educar seu coração, chorando com os que choram, rindo com os que estão felizes – Rm. 12. 15.

3- Você é o agente – Você se enxerga no outro – v. 33
·        Você consegue enxergar parte de você no outro – O samaritano não abandonou sua humanidade, deixando o outro para trás– 33;
·        O agente é atuante, dinâmico e interessado pela vida -v.34;
·        O agente é ministro de Deus a favor da vida e do bem estar da humanidade – Mc. 16. 15 – 18.
Conclusão: Se você está ferido, aceite ajuda; se está indiferente, arrependa-se; se está atuante, siga em frente.




segunda-feira, 30 de março de 2020


A PROVA DE QUE SE É UM CIDADÃO DO REINO DE DEUS?
Texto básico: Mateus 25.
34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.
35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes;
36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.
Introdução: A experiência de conversão é subjetiva e pessoal. As evidências de salvação são íntimas e individuais, mas os sinais desta conversão se percebem na forma como lidamos com os demais seres humanos. Hoje, veremos alguns destes sinais.
1- A capacidade de partilhar as coisas básicas da vida – comida e bebida
·       Jesus nos faz ver nossa condição primeira, que é saber que somos iguais a todos os humanos – precisamos basicamente das mesmas coisas – comer e beber – ser cristão é se reumanizar... Mt. 25. 34;
·       A comida que a terra produz não pode ser somente nossa. Somos, apenas administradores dos recursos que ela nos oferece – Ec. 5. 9;
·       O pecado nos faz egoístas e avarentos. Jesus nos liberta da avareza, nos ensinando a compartilhar nosso pão – Atos 4. 34, 35.

2- A capacidade de empatizar com a carência do outro – sem casa sem roupa (forasteiro e desnudo)...
·       Ser capaz de preencher as brechas existenciais por compaixão do outro - Gn. 3. 10, 11;
·       Reservar espaço em sua vida para a presença do outro- Hb. 13. 2 – a vida não pode ser do seu tamanho...
·       Compaixão com os que estão fora do sistema, dos que estão à margem da vida e das oportunidades: pobres, iletrados, incompetentes, inadequados, desprovidos – Lc. 4. 18.
3- A coragem de adentrar a realidade de sofrimento do outro – doente e preso
·       Ousadia para se deslocar até o sofrimento, quando o outro não é capaz de pedir ajuda – Hebreus 13. 3;
·       Ir até o ambiente de sofrimento e levar esperança – 2 Tm. 1. 15 – 17;
·       Ser capaz de tocar a realidade daquele que está marginalizado pela doença – Mt. 8. 2, 3.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

TEOLOGIA E VIDA: google imagensA Arca de Noé e sua contemporaneid...

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A Arca de Noé e sua contemporaneid...
: google imagens A Arca de Noé e sua contemporaneidade.   “Então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe ...
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A Arca de Noé e sua contemporaneidade.

 “Então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Porém Noé achou graça diante do SENHOR.” (Gênesis 6:6-8 RA)

“Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração. De todo animal limpo levarás contigo sete pares: o macho e sua fêmea; mas dos animais imundos, um par: o macho e sua fêmea. Também das aves dos céus, sete pares: macho e fêmea; para se conservar a semente sobre a face da terra.” (Gênesis 7:1-3 RA)

Nossa geração acostumou com a ideia de pensar na Arca de Noé como uma história mítica, fantasiosa. Não nos parece um fato histórico/real. Adotamos um estilo de vida que não cabe mais intervenções divinas, sobretudo, desta proporção. Vivemos a vida como se ela fosse legítima posse nossa. Criamos nossas famílias dentro de uma ética privativa, sem nos darmos conta que estamos num planeta que não criamos, num corpo mortal e numa história que não temos controle sobre ela. Talvez a geração de nossos filhos e netos dirão que foi uma fábula a destruição de Pompéia, que as bombas de Hiroshima e Nagazaki foram um efeito especial de filme holywoodiano e que o holocausto foi uma invenção dos judeus. Ah! Estava esquecendo! E a Tsunami foi uma marola no litoral do Oceano Índico.

Você acha isto espantoso? Nossa geração faz isto todo dia. Joga para debaixo do tapete aquilo que não se enquadra com seu padrão de vida, permanecendo indiferente ao que é certo, justo e bom. O dilúvio é uma experiência do passado que merece ser considerada em nosso presente, sobretudo, pelo simbolismo da Arca de Noé para a nossa geração. A arca simboliza a proposta de uma vida decente e aprovada por Deus, simboliza o projeto de Deus para a família. Não somente isto, a família de Noé é um modelo para a nossa. Uma família que preza os valores, que tem coragem de defender sua crença, sua ética e sua filosofia de vida.

Nossa geração tem diante de si a possibilidade de permanecer alheio e indiferente ao projeto de justiça, bondade e amor proposto por Deus ou de “entrar para a arca” e ser um remanescente que Deus usará para a construção de uma vida digna e significativa. A história de Noé foi lembrada por Jesus[1] e usada para alertar os caminhos das gerações vindouras. Sobre nós pesa a responsabilidade de produzirmos uma família piedosa e justa que continuará o projeto da família de Noé.


[1] “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mateus 24:37-39 RA)